‘Festival de Arte de Rua’ uniu arte, cultura e conscientização na última sexta-feira (28/08) no Pelourinho

03/09/2015
Com o objetivo de valorizar a arte de rua também como ferramenta educativa, os museus da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Dimus/Ipac) localizados no Pelourinho (Centro Cultural Solar Ferrão, Abelardo Rodrigues, Tempostal e Udo Knoff), além do LabDimus (Laboratório de Educação Digital: Museu, Arte e Cultura) promoveram em 28 de agosto, das 10 às 16h, o Festival de Arte de Rua (#museucurtoartederua), no Largo Tereza Batista. O festival contou com diversas atividades culturais, além de atrações musicais, dança, recitais e stand up comedy, bem como ações socioeducativas em formato de oficinas e workshop de grafite, cordel e muralismo. O projeto teve entrada gratuita, atraindo diversos tipos de público ao local.

“A grande ideia do #Museueucuidoarte é a de fazer com que a população entenda que o museu, além de ser um espaço de visitação, onde estão expostos um acervo permanente ou mostras temporárias, existem equipamentos  de responsabilidade do IPAC, espaços públicos, que estão a eles agregados.  O objetivo é estimular o sentimento de pertencimento e conscientização de que estes espaços são de responsabilidade de todos nós. A população deve entender que além de fazer ocupação dos museus, deve fazer uso dos espaços públicos”, declarou João Carlos de Oliveira – Diretor geral do IPAC.

Para Ana Liberato, diretora da DIMUS, “a ideia de levar o museu para a praça é importante para que as pessoas saibam que o museu não trabalha apenas como acervo intramuros. O museu é utilizado como ferramenta de conhecimento, para que as pessoas possam fazer um contraponto com o passado, presente e futuro e desenvolver uma autocrítica. Uma peça de museu, seja ela arte popular ou arte erudita, carrega um manancial enorme de informações e de história. Quando o conhecimento é adquirido, é possibilitada a atuação como cidadão. Além disso, precisamos conhecer o que está sendo feito e dar visibilidade para as artes das comunidades. O projeto #Museueucurto e o Festival de Arte de Rua são importantes para quebrar essa ideia do senso comum e mostrar que as linguagens artísticas também  estão nas comunidades. Porque a arte é expressão do povo, é posicionamento político e cultural, seja ele o grafite, escultura, música ou dança”.

Também parceira do evento, Arany Santana - Diretora do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), disse que “museu é algo vivo, dinâmico e que deve interagir com a comunidade. Considero a ideia de os museus irem para as ruas e a exposição de arte da rua um avanço muito grande, uma iniciativa brilhante, que só fortalece o projeto #Museueucuido. Antes de tudo, é um ato educacional. A educação patrimonial é fundamental para que tenhamos cidadãos mais dignos e conhecedores do seu patrimônio e prontos para preservar a sua própria história e identidade.”

Atrações – Um dos destaques do Festival foi o rapper Afro Jhow – filho da famosa cabeleireira Negra Jhô. “Penso que a arte, de todas as formas, traz algo de bom para gente. A arte é vida. Dialogar arte com museu e educação é uma sacada muito inteligente, que vai levar a população a outras esferas, dentro da arte também. Estou aqui para contribuir. O projeto #Museueucurto e a proposta de apresentar a arte de rua neste festival é importante porque as músicas servem de voz para o povo, pensando no futuro, nas crianças e nos idosos”, declarou o rapper.

"A oficina de grafite foi super interessante. Acho importante esse tipo de atividade para que as pessoas tomem conhecimento da diferença entre grafite e pichação", disse Mariana Sophia, estudante do Colégio Estadual Severino Vieira, 14 anos. Jessé Gomes, de 21 anos, conheceu o projeto através das redes sociais. "Fiquei sabendo do Festival pelo Facebook e resolvi vim dar uma olhada. Estou achando ótimo, super animado e interessante. Espero que tenham outras edições", disse. Outros participantes destacaram ainda a importância das atividades para complementar o que é aprendido em sala de aula.

"Achei uma iniciativa muito boa. Assim, podemos ver coisas importantes da arte, da nossa cultura. Eu participei da oficina de literatura e achei muito importante, pois pude desenvolver conhecimentos diferentes dos que a gente a gente desenvolve em sala”, acrescentou Alex Yuri Souza, de 15 anos, estudante da Escola Estadual Juracy Magalhães Junior.

Programação: o festival contou com apresentação de Portela Açúcar; recital de Daniele Campos; Ramires Machado; mesa redonda “Mulher no grafite” com a grafiteira Chermie Ferreira; Mc Junior; Passos Crew; Stand Up Comedy com Mateus Buente; Afro Jhow; Suingue do Pelô; Indemar Nascimento; Everton Wallace, Diego Oliveira e Banda Lição Final. Intercalada com a programação cultural aconteceram diversas ações educativas: Oficina de Muralismo; Oficina de Cordel e Oficina de Grafite.

O Festival de Arte de Rua é uma realização da Diretoria de Museus (DIMUS), órgão vinculado ao Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), unidade vinculada a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), e conta com a parceria do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) e Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) - também é vinculados à SecultBA.

 

Núcleo de Comunicação - Ascom Dimus



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