Museu Abelardo Rodrigues participa da 18ª SEMOC

22/10/2015
O Museu Abelardo Rodrigues (Centro Cultural Solar Ferrão, Pelourinho) está participando até 24/10, da 18ª edição da Semana de Mobilização Científica (SEMOC) que este ano traz a temática “Direitos Humanos da Vida Cultural da Cidade de Salvador”. O museu integra o Circuito 1: “Direitos Humanos - A redenção da dignidade da pessoa humana”, promovendo visitas mediadas durante o seu horário de visitação (terça a sexta, de 12h às 18h. Sábados, domingos e feriados, das 12h às 17h).

 

“A parceria com o museu propõe incentivar os jovens universitários a visitarem os espaços culturais da cidade. O evento é muito interessante, pois representa uma aproximação com a universidade, a arquidiocese e a ampliação de novos públicos para visitação”, comenta Osvaldina Cezar, coordenadora do Centro Cultural Solar Ferrão.

 

A 18ª SEMOC prosseguindo com os temas de natureza social, prioriza Direitos Humanos, Ética e Dignidade, convidando a todos para debaterem os desafios que a temática propõe. Ao promover eventos como a SEMOC, a UCSal reforça seu compromisso com a produção de conhecimento e incentivo à pesquisa, além de se constituir em uma ótima oportunidade para a formação de redes de relacionamentos, oportunizando o debate de ideias e a apresentação de trabalhos científicos. Além disso, o evento objetiva, entre outros aspectos, estimular e socializar a produção científica, estabelecendo vínculos com os agentes culturais e esportivos da comunidade.

 

 

O Museu Abelardo Rodrigues

 

O colecionador pernambucano Abelardo Rodrigues (1908-1971) reuniu ao longo de sua vida uma das mais importantes coleções, composta por mais de 800 objetos, que revela a trajetória histórica e artística da arte sacra cristã no Brasil, percorrendo o Barroco e o Neoclássico, suas formas de representação e devoção, aproximando o humano do sagrado.

 

Inaugurado em novembro de 1981, o Museu Abelardo Rodrigues preserva uma das mais importantes coleções de arte sacra do país, reunida pelo pernambucano que dá nome ao Museu. O acervo de Abelardo Rodrigues foi adquirido pelo Governo da Bahia em 1973, após uma longa disputa judicial com o Estado de Pernambuco, conhecida, na época, como “Guerra Santa”. As peças chegaram a Salvador em 1975.

 

Apresenta peças datadas dos séculos XVII ao XX, confeccionadas em diversos materiais, a exemplo de madeira, barro cozido, marfim, pedra sabão e metal. São oratórios, miniaturas, imaginária, crucifixos, imagens de Roca, maquinetas, crucificados, mobiliário de devoção, objetos de origem brasileira, principalmente nordestina, como também de procedência europeia. Neste universo, destacam-se obras com características orientais que fogem completamente ao traçado barroco marcante na coleção. O acervo reúne exemplares da imaginária erudita e popular, esta, registrando imensa variedade de influências regionais.



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