29/10/2015
Construído da década de 1930, com materiais trazidos da Europa, detentor de influências arquitetônicas art déco, cubista e modernista, o Edifício Oceania, localizado em frente ao Farol da Barra, em Salvador, teve finalmente o seu projeto de reforma aprovado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC). O prédio é tombado como Patrimônio Cultural da Bahia desde 2008 e o condomínio havia iniciado reformas sem consultar o IPAC.
“É fundamental que os proprietários de imóveis tombados consultem o órgão que está responsável por essa fiscalização”, alerta o diretor geral do IPAC, João Carlos de Oliveira. Segundo ele, para edificações tombadas através do Instituto em toda a Bahia, basta apresentar o projeto de reforma na sede do órgão, localizada na Rua Saldanha da Gama, nº25, Praça da Sé, no Centro Histórico de Salvador.
Informações também são fornecidas através da Gerência de Patrimônio Material (GEMAT) do IPAC, via telefone (71) 3116-6742 e endereço gemat.ipac@ipac.ba.gov.br. Vinculado à Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA), o IPAC analisa e aprova o projeto solicitando correções ou não. Além disso, o órgão estadual acompanha as obras realizadas para instruir os seus responsáveis.
RECURSOS – Segundo o IPAC, o tombamento não retira a propriedade. “Pelo contrário, o proprietário passa a ter mais responsabilidade já que a edificação passa a ser um Patrimônio Cultural da Bahia”, explica o diretor de Projetos e Obras do IPAC, Hermano Queiroz. A vantagem para os imóveis tombados é que eles passam a ter prioridade nas linhas de financiamento, sejam elas municipais, estaduais, federais ou até internacionais.
Como explica a coordenadora de Editais do IPAC, Ana Coelho, uma das formas de financiamento é Fundo de Cultura do Estado. “Tivemos agora a seleção para projetos de dinamização de espaços, onde podiam ser contemplados também imóveis tombados”, diz Ana. O IPAC/SecultBA já promoveram editais para projetos e para obras de restauro. “A casa onde o poeta Castro Alves morou na Rua do Passo (Centro Histórico), foi reformada com recursos do Fundo de Cultura, via edital”, comenta a coordenadora.
ANÁLISE PRÉVIA – Os donos de imóveis tombados pelo Estado que desejam fazer modificações, construções, restaurações ou reforma que alterem a estrutura ou tipologia, devem submeter o projeto para aprovação do IPAC. No caso do Oceania, o IPAC detectou ainda intervenções como vidros escuros nas janelas, oxidação das grades de ferro com padrões artísticos, colocação de antenas, fechamento de varandas e substituição de janelas.
Situado na entrada da Baía de Todos os Santos, o Oceania é considerado como a maior expressão baiana de uso residencial da época. Possui 12 andares, oito pavimentos, cinco elevadores, 48 apartamentos com dois, três e quatro quartos, todos com vista para o mar. Além das influências art déco e do cubismo, a escada em espiral que liga dois pisos no antigo cassino possui traços da primeira geração do modernismo. Para mais dados sobre os projetos e obras do IPAC, acesse www.ipac.ba.gov.br, o facebook 'Ipacba Patrimônio' e o twitter '@ipac_ba'.
BOX opcional – HISTÓRIA: O prédio foi erguido em plena 2ª Guerra Mundial pela Companhia Brasileira de Imobiliária, através do escritório Freire e Sodré, que estavam dispostos a realizar um projeto inovador em conceito de residência, arquitetura e construção civil. A obra começou em 1932, com material foi trazido da Europa. Devido à guerra, demorou cerca de dez anos para ficar pronto. Teve grande impacto na arquitetura da cidade, criando um novo padrão de habitação de luxo. Em 1946 foi inaugurado o Cinema Oceania, considerado luxuoso possuía poltronas estofadas e ar-condicionado. Lá também foi palco para as artes, era lá que artistas e estudiosos assistiam a matinês. Décadas depois o imponente Oceania continua firme. Resistiu à força da natureza, a descrença dos homens e as novidades arquitetônicas em Salvador.
FOTOS anexas.
Crédito Fotográfico obrigatório - Lei nº 9610/98
Fotos: Elias Mascarenhas
Assessoria de Comunicação – IPAC, em 29.10.2015 – (71) 3117-6490 / 3116-6673
Jornalista responsável Geraldo Aragão (DRT-BA nº 1498)
(71) 9110-5099, 9922-1743
Texto-base: Alan Alexandria (estagiário de jornalismo)
ascom.ipac@ipac.ba.gov.br - www.ipac.ba.gov.br
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Twitter: @ipac_ba
“É fundamental que os proprietários de imóveis tombados consultem o órgão que está responsável por essa fiscalização”, alerta o diretor geral do IPAC, João Carlos de Oliveira. Segundo ele, para edificações tombadas através do Instituto em toda a Bahia, basta apresentar o projeto de reforma na sede do órgão, localizada na Rua Saldanha da Gama, nº25, Praça da Sé, no Centro Histórico de Salvador.
Informações também são fornecidas através da Gerência de Patrimônio Material (GEMAT) do IPAC, via telefone (71) 3116-6742 e endereço gemat.ipac@ipac.ba.gov.br. Vinculado à Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA), o IPAC analisa e aprova o projeto solicitando correções ou não. Além disso, o órgão estadual acompanha as obras realizadas para instruir os seus responsáveis.
RECURSOS – Segundo o IPAC, o tombamento não retira a propriedade. “Pelo contrário, o proprietário passa a ter mais responsabilidade já que a edificação passa a ser um Patrimônio Cultural da Bahia”, explica o diretor de Projetos e Obras do IPAC, Hermano Queiroz. A vantagem para os imóveis tombados é que eles passam a ter prioridade nas linhas de financiamento, sejam elas municipais, estaduais, federais ou até internacionais.
Como explica a coordenadora de Editais do IPAC, Ana Coelho, uma das formas de financiamento é Fundo de Cultura do Estado. “Tivemos agora a seleção para projetos de dinamização de espaços, onde podiam ser contemplados também imóveis tombados”, diz Ana. O IPAC/SecultBA já promoveram editais para projetos e para obras de restauro. “A casa onde o poeta Castro Alves morou na Rua do Passo (Centro Histórico), foi reformada com recursos do Fundo de Cultura, via edital”, comenta a coordenadora.
ANÁLISE PRÉVIA – Os donos de imóveis tombados pelo Estado que desejam fazer modificações, construções, restaurações ou reforma que alterem a estrutura ou tipologia, devem submeter o projeto para aprovação do IPAC. No caso do Oceania, o IPAC detectou ainda intervenções como vidros escuros nas janelas, oxidação das grades de ferro com padrões artísticos, colocação de antenas, fechamento de varandas e substituição de janelas.
Situado na entrada da Baía de Todos os Santos, o Oceania é considerado como a maior expressão baiana de uso residencial da época. Possui 12 andares, oito pavimentos, cinco elevadores, 48 apartamentos com dois, três e quatro quartos, todos com vista para o mar. Além das influências art déco e do cubismo, a escada em espiral que liga dois pisos no antigo cassino possui traços da primeira geração do modernismo. Para mais dados sobre os projetos e obras do IPAC, acesse www.ipac.ba.gov.br, o facebook 'Ipacba Patrimônio' e o twitter '@ipac_ba'.
BOX opcional – HISTÓRIA: O prédio foi erguido em plena 2ª Guerra Mundial pela Companhia Brasileira de Imobiliária, através do escritório Freire e Sodré, que estavam dispostos a realizar um projeto inovador em conceito de residência, arquitetura e construção civil. A obra começou em 1932, com material foi trazido da Europa. Devido à guerra, demorou cerca de dez anos para ficar pronto. Teve grande impacto na arquitetura da cidade, criando um novo padrão de habitação de luxo. Em 1946 foi inaugurado o Cinema Oceania, considerado luxuoso possuía poltronas estofadas e ar-condicionado. Lá também foi palco para as artes, era lá que artistas e estudiosos assistiam a matinês. Décadas depois o imponente Oceania continua firme. Resistiu à força da natureza, a descrença dos homens e as novidades arquitetônicas em Salvador.
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