MAB SEDIA AÇÕES DO "NOVEMBRO NEGRO" PROMOVIDAS PELA SEPROMI E INAUGURA AS EXPOSIÇÕES DOS ARTISTAS VISUAIS ALVARO VILLELA E LÁZARO ROBERTO

05/11/2015
O Museu de Arte da Bahia vai sediar no próximo dia 6, sexta feira, às 18h,  o lançamento do "Novembro Negro" e da Campanha "Década Afrodescendente" promovida pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial - Sepromi - objetivando propor medidas concretas para promover inclusão total dos afrodescendentes e combater todas as formas de racismo, discriminação racial, xenofobia e qualquer tipo de intolerância .

Às 19h, o MAB inaugura a exposição "FACES" do fotógrafo Alvaro Villela com 15 fotografias de rostos dos descendentes de quilombos, apresentados no formato de 80 x 120 cm, tendo como pano de fundo o vídeo com os sons captados na noite dos quilombolas na Chapada Diamantina . Essa exposição é promovida pelo MAB, unidade vinculada ao Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural do Estado da Bahia - IPAC - órgão da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia e pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racional - Sepromi - do Governo do Estado da Bahia. Paralela à mostra de Villela,  o fotógrafo Lázaro Roberto apresentará oaudiovisual criado a partir das fotos documentais do Movimento Negro. Essas mostras permanecerão abertas à visitação pública até o dia 30 de novembro, com acesso gratuito.

MAB EXPÕE CARTA DE ALFORRIA do séc. XIX

 

O Museu de Arte da Bahia vai apresentar ao público, nesta sexta-feira (6), uma Carta de Alforria do século XIX  incorporada ao seu acervo pela administração de Pedro Arcanjo, diretor do MAB, em uma ação conjunta com o diretor do IPAC, João Carlos Oliveira, e Jorge Portugal, secretário de Cultura do Estado da Bahia.  A aquisição da Carta de Alforria, datada do ano 1843, é resultado do trabalho do Museu para estabelecer diálogos com a sociedade e reparar equívocos que orientaram historicamente a constituição do seu acervo, marcado, notadamente, por valores aristocráticos senhoriais.

Segundo o diretor do Museu, Pedro Arcanjo, esta "carta é um grito de paz e de guerra , de que precisamos reconfigurar o MAB como uma tomada de posição na Bahia, reconhecendo que a emancipação do povo negro continua sendo um processo em exercício". E prossegue: "Neste momento, entretanto, em que a intolerância e sentimentos segregacionistas ameaçam se legitimar no país, a apresentação pública desta carta de alforria como a primeira aquisição da nossa gestão para o alinhamento do acervo do MAB, pelo seu simbolismo histórico, se constitui na deflagração de um movimento capaz de aderir a todas as tolerâncias, ao pluralismo político, estético/racial, em nome da ampliação dos conceitos de cidadania, em nome da memória e sentimentos dos guerreiros de Zumbi".

 

ASCOM MAB

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