28/01/2016
As artistas portuguesas Suzana Barros e Vera Teotônio Pereira trazem a “Oficina do Castelo” para o Museu de Arte Moderna da Bahia. O projeto é um atelier de azulejos, cerâmica e restauro. As atividades estão marcadas para os dias 29 e 30.01, no Galpão das Oficinas do MAM-BA. Na sexta-feira, as atividades ocorrerão em dois horários: no turno matutino (das 09 às 12h) e pela tarde (das 14h às 17h), enquanto no sábado ocorrerão somente pela manhã, no mesmo horário citado.
As principais vertentes deste curso de curta duração são dirigidas à manufatura de azulejos nas técnicas tradicionais, o restauro e a reprodução de painéis, como também a utilização do conhecimento cerâmico das artistas no desenvolvimento de novos projetos para arquitetos, decoradores e o público geral.
O Brasil é responsável por um significativo acervo de azulejaria, distribuído por todo o território nacional em períodos diversos, mas é no Nordeste que se encontra a maior quantidade deles.
Saiba mais
O azulejo, cuja palavra é de origem árabe e significa pequena pedra cintilante ou polida, apresenta estrutura de corpo cerâmico e corpo vítreo. A tradição maometana cita a vinda dessas peças esmaltadas no ano de 894, procedentes de Bagdad, destinadas a revestir a mesquita de Sidi Okba em Kairuão.
A Pérsia se destacou pelo volume de centros de fabricação até pelo menos o século XIII, quando seus produtos eram exportados até para a Península Ibérica.
O amplo centro artístico do mundo maometano atingiu o gosto pela aplicação da cerâmica decorativa. Esta influência foi percebida, inicialmente, de forma reservada na Península Ibérica. Embora tenha se difundido na Espanha, Portugal e Holanda, é Portugal que desenvolve esse material, tanto na forma quanto na matéria ou na função. Sua utilização, essencialmente arquitetônica, desmaterializa as superfícies das paredes e aumenta o campo visual das construções arquitetônicas.
O azulejo chegou ao Brasil no século XVII, pelas mãos dos portugueses. Foi um revestimento arquitetônico muito bem aceito, por apresentar diversas vantagens: material impermeável devido a sua técnica de manufatura (esmalte na superfície), resistente aos álcalis, umidades, ácidos e vapores (desde que a edificação se encontrasse em condições normais de uso), baixa expansão térmica e opção de uma decoração diferenciada.
As artistas
Suzana Barros e Vera Teotônio Pereira, desde 1989, fornecem reproduções de azulejos para as lojas de vários museus, como o Museu Nacional do Azulejo, Museu Nacional de Arte Antiga, Museu do Fado, Museu Calouste Gulbenkian, Palácio Nacional da Vila – Sintra, Mosteiro de Tibães, Museu Nacional dos Coches, Museu de Arte Contemporânea do Chiado, Museu de St. António, Museu Teatro Romano, Torre de Belém, Mosteiro dos Jerónimos.
*Na imagem detalhe do painel de azulejos portugueses que margeia a entrada do Casarão do MAM-BA: herança do século 18.
Foto: Gess Alencar
As principais vertentes deste curso de curta duração são dirigidas à manufatura de azulejos nas técnicas tradicionais, o restauro e a reprodução de painéis, como também a utilização do conhecimento cerâmico das artistas no desenvolvimento de novos projetos para arquitetos, decoradores e o público geral.
O Brasil é responsável por um significativo acervo de azulejaria, distribuído por todo o território nacional em períodos diversos, mas é no Nordeste que se encontra a maior quantidade deles.
Saiba mais
O azulejo, cuja palavra é de origem árabe e significa pequena pedra cintilante ou polida, apresenta estrutura de corpo cerâmico e corpo vítreo. A tradição maometana cita a vinda dessas peças esmaltadas no ano de 894, procedentes de Bagdad, destinadas a revestir a mesquita de Sidi Okba em Kairuão.
A Pérsia se destacou pelo volume de centros de fabricação até pelo menos o século XIII, quando seus produtos eram exportados até para a Península Ibérica.
O amplo centro artístico do mundo maometano atingiu o gosto pela aplicação da cerâmica decorativa. Esta influência foi percebida, inicialmente, de forma reservada na Península Ibérica. Embora tenha se difundido na Espanha, Portugal e Holanda, é Portugal que desenvolve esse material, tanto na forma quanto na matéria ou na função. Sua utilização, essencialmente arquitetônica, desmaterializa as superfícies das paredes e aumenta o campo visual das construções arquitetônicas.
O azulejo chegou ao Brasil no século XVII, pelas mãos dos portugueses. Foi um revestimento arquitetônico muito bem aceito, por apresentar diversas vantagens: material impermeável devido a sua técnica de manufatura (esmalte na superfície), resistente aos álcalis, umidades, ácidos e vapores (desde que a edificação se encontrasse em condições normais de uso), baixa expansão térmica e opção de uma decoração diferenciada.
As artistas
Suzana Barros e Vera Teotônio Pereira, desde 1989, fornecem reproduções de azulejos para as lojas de vários museus, como o Museu Nacional do Azulejo, Museu Nacional de Arte Antiga, Museu do Fado, Museu Calouste Gulbenkian, Palácio Nacional da Vila – Sintra, Mosteiro de Tibães, Museu Nacional dos Coches, Museu de Arte Contemporânea do Chiado, Museu de St. António, Museu Teatro Romano, Torre de Belém, Mosteiro dos Jerónimos.
*Na imagem detalhe do painel de azulejos portugueses que margeia a entrada do Casarão do MAM-BA: herança do século 18.
Foto: Gess Alencar
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