IPAC finaliza hoje (6) vistoria em terreiros de Cachoeira e São Félix

06/05/2016

Arquitetos, engenheiros, antropólogos e fotógrafos do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC) finalizam hoje (6) a segunda vistoria dos terreiros de candomblé de Cachoeira e São Félix para obras prediais que serão realizadas em parceria com a prefeitura municipal de Cachoeira. Os terreiros são registrados como ‘Patrimônio Cultural’ pelo Estado da Bahia, através de pesquisas e dossiê do IPAC.


“Iniciamos a visita técnica ontem (5) e finalizamos hoje (6); a partir de agora faremos o plano de trabalho execução das obras”, afirma o arquiteto da diretoria de Projetos, Obras e Restauro (DIPRO), Yan Cafezeiro. O IPAC é vinculado à Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA) e coordena a política pública de proteção aos bens culturais, materiais e imateriais.


INVESTIMENTO – As obras contarão com parceria da prefeitura municipal de Cachoeira. O IPAC/Secult investirá cerca de R$ 120 mil e a prefeitura deverá aplicar o mesmo valor. Na primeira vistoria, realizada no início deste ano (2016), os técnicos do IPAC detectaram rachaduras em pisos e paredes nas edificações de terreiros, problemas de infiltração e deterioração de telhados.


Segundo o diretor da Dipro/IPAC, Felipe Musse, as reformas prediais integram as ações de salvaguarda de bens tombados e registrados pelo IPAC. “Não adianta só o reconhecimento oficial com tombamento e registro, se não existirem as ações de salvaguarda que resguardem a casa e o terreiro do povo de santo”, opina o coordenador de Turismo de Cachoeira, Leonardo Marques.


NAÇÕES – São 10 terreiros beneficiados, das nações nagô, nagô-vodum, jeje-mahi e angola. De Cachoeira participam o ‘Aganjú Didê’ (‘Ici Mimó’), ‘Viva Deus’, ‘Lobanekum’, ‘Lobanekum Filha’, ‘Ogodó Dey’, ‘Ilê Axé Itayle’, ‘Humpame Ayono Huntóloji’ e ‘Dendezeiro Incossi Mukumbi’. De São Félix, o ‘Raiz de Ayrá’ e o ‘Ilê Axé Ogunjá’.


O arquiteto Yan Cafezeiro ressalta que ainda é necessário definir orçamento e materiais de construção. “Até final de março licitamos a compra dos materiais”, diz Yan. Ele explica que a execução será da prefeitura de Cachoeira e o IPAC, além da compra dos materiais, fará a fiscalização das obras.


LIVRO – Outra ação de salvaguarda do IPAC foi o lançamento de um livro sobre os terreiros no ano passado (2015) na Feira Literária Internacional da Bahia (FLICA), Cachoeira. “Antes disso, promovemos a proteção dos terreiros com o Registro Especial, ferramenta inédita no Brasil que inclui proteção física e simbólica dos terreiros”, completa o diretor de Patrimônio (Dipat) do IPAC, Roberto Pellegrino.


Acesse o volume digital no link http://migre.me/to47q ou com acesso via site www.ipac.ba.gov.br, nos links: ‘Downloads’, ‘Publicações’ e ‘Terreiros de Candomblé’. Mais informações sobre o livro na Coad/IPAC, via telefone (71) 3116-6945 e endereço coad.ipac@ipac.ba.gov.br. Acompanhe o sitewww.ipac.ba.gov.br, facebook ‘Ipacba Patrimônio’, twitter ‘@ipac_ba’ e instagram ‘@ipac.patrimonio’.


 

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Assessoria de Comunicação – IPAC, em 06.05.2016

Jornalista responsável Geraldo Moniz (DRT-BA nº 1498)

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Texto-base e entrevistas: Bruno Ganem (estagiário de jornalismo)

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