O que é Plataforma de Financiamento Coletivo?

06/07/2016
Não somente em tempos de crise mas, sobretudo, na era da solidariedade digital é muito comum a busca de alternativas criativas para as pessoas materializarem projetos. O ‘financiamento coletivo’ oucrowdfunding é uma das opções para que ideias ou projetos consigam materializar, consigam se tornar real. Quando as condições para se conseguir investidores estão cada vez mais difíceis, a opção de financiamento coletivo aparece como uma saída simples e sem burocracia de realizar esses sonhos.

 

Plataforma de financiamento coletivo acontece geralmente quando um grupo se identifica com determinados projetos e ideias, e passam a contribuir financeiramente para que eles se concretizem e sejam realizados. Trata-se de uma ação baseada na ‘economia colaborativa’. O Kickante, por exemplo, é considerada uma das mais atuantes plataformas do país. Os valores são coletados a partir da possibilidade de cada pessoa que possa contribuir. Geralmente, o responsável pela campanha vai trocar as contribuições financeiras por brindes, prêmios ou descontos no preço final do produto, caso ele consiga ser lançado, com valor proporcional ao que foi investido.

 

Segundo especialistas, o mercado de financiamento coletivo está em constante evolução em vários países do mundo. A prática começou a aparecer em 2005 e ganhou escala mundial a partir de 2009, com o lançamento da primeira plataforma americana. No Brasil, apareceu em 2011, e hoje está disponível em mais de 160 países. Jamile Souza, jornalista, participou de uma das plataformas de financiamento coletivo com o projeto Brechó EcoSolidário e conseguiu bater a meta.

 

“Em 2014, a ação que eu fazia parte captou recursos para a realização do evento através da plataforma de financiamento cooperativo Catarse. A meta estipulada na ocasião foi R$ 10 mil e nós conquistamos o valor por meio da ajuda de diversos apoiadores solidários. Os valores dos apoios variaram de R$ 10 a R$ 500. E o período da campanha foi de apenas dois meses”, conta. O Brechó Eco Solidário é uma das expressões brasileiras da rede Dialogues en humanité, que teve origem em 2002 em Lyon, na França, e vem se descentralizando, estando presente em países como Índia, Marrocos, Alemanha e Etiópia.

 

Para Milena Rocha, Gerente de Mobilização e Parcerias Institucionais do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), órgão da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), as plataformas são democráticas e acessíveis. Ela conta que, como profissional independente, já apoiou diversos projetos por meio de financiamento coletivo, como por exemplo, a finalização do documentário ‘Quilombo Rio dos Macacos’. Ela ressalta que papel do IPAC é somente mostrar aqui a existência de diferentes formas de financiamento que um proponente de projeto pode ter no mercado atual, para além das públicas existentes.

 

“Precisamos diversificar o contexto do fomento e da captação de recursos para os setores de patrimônio e museus, que á a área de atuação do IPAC, por exemplo, e projetos de sucesso nestas áreas são enriquecedores para o público baiano. As diversas formas de captação e mobilização de recursos de forma eficiente, alternativa e de baixo custo são valorosas e quem ganha é o patrimônio, a história e a cultura da Bahia”, diz Milena.

 

Para agentes culturais, pessoas físicas ou jurídicas que atuam em setores do patrimônio cultural o financiamento pode ser uma oportunidade, além dos editais públicos, sejam eles municipais, estaduais ou federais. Para fazer parte dessa rede colaborativa basta acessar os sites de plataformas que participam da campanha e inscrever seu projeto. Para saber quem são os dez maiores sites de Crowdfunding no Brasil, acesse: http://crowdfundingnobrasil.com.br/. Sobre o IPAC, acesse www.ipac.ba.gov.br, facebook 'Ipacba Patrimônio', twitter '@ipac_ba' e instagram ‘@ipac.patrimonio’.

 

Assessoria de Comunicação – IPAC, em 06.07.2016

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