Museus DIMUS/IPAC atraem centenas de pessoas durante a FLIPELÔ – Festa Literária Internacional do Pelourinho

15/08/2017
Entre os dias 09 e 13 de agosto, o Centro Histórico de Salvador (CHS) passou por um momento inédito, nunca visto na capital baiana. Trata-se da FLIPELÔ – Festa Literária Internacional do Pelourinho, evento que reuniu amantes da literatura em diversos espaços da localidade, atraindo centenas de pessoas durante os cinco dias de festa.

 

Autores, pesquisadores, críticos, estudantes e interessados no universo das palavras participaram da comemoração aos 30 anos da Fundação Casa de Jorge Amado. A homenagem se estendeu ao escritor baiano, mas também lembrou duas grandes personalidades culturais diretamente interligadas à trajetória de vida de Amado: Zélia Gattai e Myriam Fraga.

 

Os museus administrados pela Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (DIMUS/IPAC) integraram a programação com atividades no Centro Cultural Solar Ferrão; Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica e Museu Tempostal. Ao todo foram mais de 50 atividades, entre mesas de debates, lançamentos de livros, oficinas literárias, saraus, apresentações teatrais, exibição de vídeos e shows musicais.

 

O Centro Cultural Solar Ferrão expôs a mostra ‘100×100 Carybé Ilustra Jorge Amado’ que, das 9h às 17h, recebeu estudantes de colégios públicos e privados para darem um passeio sobre o mundo que permeou a amizade entre os dois artistas, celebrando o centenário de ambos. Ilustrações de obras como O Sumiço da Santa e Jubiabá, além de fotos que revelam diferentes momentos da amizade entre Jorge e Carybé estão relatadas nos painéis.

 

“Eles pareciam dois moleques. Quando estavam na mesma cidade, encontravam-se constantemente e, quando não estavam juntos, trocavam cartas, fax… Se ainda estivessem por aqui, certamente, trocariam e-mails”, brinca Solange Bernabó, filha de Carybé e curadora da mostra, a qual tem o projeto expográfico assinado pelo arquiteto Daniel Colina e pelo designer Gabriel Carybé. A exposição traz ilustrações de marcos da literatura de Jorge Amado, como A Morte e A Morte de Quincas Berro D’água e O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá.

 

Nos dias 10, 11 e 12 de agosto (quinta a sábado), das 08h30 às 12h, foi a vez do Solar Ferrão dar espaço à oficina ‘A Arte do Livro de Pano’, que teve como subtema ‘Do conto oral à criação do livro de pano’, ministrada pela pedagoga Cristina Melo, coordenadora do Laboratório de Educação Digital: Museu, Arte e Cultura (LabDimus) e coordenada pela socióloga Eliene Diniz.

 

“O resultado foi muito positivo, pois teve uma visibilidade muito grande. Os participantes comentaram que foi uma experiência prazerosa e inesperada por que alguns não sabiam o que era um livro lúdico. Pessoas que passavam pelo local ficaram encantadas e perguntavam sobre projeto. Após a construção do livro, ainda teve a leitura do conto confeccionado e já estamos pensando em ter um desdobramento da oficina”, mencionou Eliene.

 

O Solar Ferrão contou ainda com o lançamento do livro de literatura infantil “Arthur, o Pequeno Filósofo” de autoria de Cristina D’Avila, que aconteceu no dia 10/08 (quinta) às 14h30. O Grupo Tecendo Contos fez uma apresentação teatral e o público pode tirar dúvidas com a escritora. Cristina D’Ávila é Pedagoga, Mestra e Doutora em Educação. No dia 11/08 (sexta), às 14h30, um recital dividiu espaço com uma apresentação de dança da Companhia de Dança Bamberg e Grupo de Teatro Sol.

 

No dia 10 de agosto (quinta) às 14h, o Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica realizou a Oficina de Encadernação Artística/Criativa ministrada pela museóloga e artesã Melissa Santos. Na ocasião, foram apresentados variados tipos de encadernação por meio do reaproveitamento de materiais utilizados no cotidiano.

 

Já no dia 11 de agosto, às 14h, aconteceu a atividade POEMUSIK – Poesia Musicada, estimulando a sensibilidade das pessoas através da poesia e da música. Mediada por Gabriel Dantas e Fabiana Pancho, ambos colaboradores do museu, ” oficina é uma experiência criativa dos funcionários do Museu Udo Knoff em parceria com LabDimus. Gabriel Dantas, músico e colaborador do museu, levou a relação do museu com a música. Fabiana Pancho, poetisa e técnica do Udo, levou referências da poesia de rua e da música de improvisação.

 

No Museu Tempostal, em realização conjunta com o Grupo Contadeiras, duas atividades foram promovidas. No dia 10 de agosto (quinta) houve a ‘Tempestade de histórias para crianças e outras brincadeiras’, uma contação de histórias voltada para os alunos de 3 a 5 anos da Escola Municipal João Lino, localizada no Pelourinho. A atividade contou com duas turmas (uma às 9h e outras às 14h).

 

Na sexta e sábado foi a vez da Oficina de Contação de Histórias que ocorreu em dois momentos: 11/08, das 14 às 16h, e 12/08, das 9 às 11h. Voltada para educadores, pedagogos e interessados, os participantes dialogaram com as integrantes do grupo Contadeiras composto por Maria Terezinha, Maria José, Carla Chastinet e Luciana Ávila. O local recebeu também o lançamento da “Antologia Poética Café com Poemas, Vol. 1”, da série Novos Sabores, que aconteceu no dia 12/08, às 14h30, em parceria com o Movimento Café com Poemas e o blog da Gaivota.

 

A FLIPELÔ é apresentada pelo Ministério da Cultura e Instituto CCR, através da Lei Rouanet, com apoio da CCR Metrô Bahia e em parceria com o Governo da Bahia. O festival conta ainda com o apoio do Shopping da Bahia, co-realização do SESC, produção da Maré Produções Culturais e realização da Fundação Casa de Jorge Amado.

 

O Centro Cultural Solar Ferrão, o Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica e o Museu Tempostal são espaços administrados pela Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), uma unidade vinculada a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).

 

A primeira FLIPELÔ, que acontece de 09 a 13 de agosto, ocupando ruas e espaços culturais do Centro Histórico de Salvador, comemora os 30 anos da Fundação Casa de Jorge Amado e homenageia o escritor que dá nome ao espaço, além de Zélia Gattai e Myriam Fraga, duas das mais relevantes personalidades culturais diretamente interligadas à trajetória de vida de Amado. Serão mais de 50 atividades, entre mesas de debates, lançamentos de livros, oficinas literárias, saraus, apresentações teatrais, exibição de vídeos e shows musicais, que reunirão autores, pesquisadores, críticos, estudantes e apaixonados pelo mundo das palavras. Tudo isso cercado pela arquitetura histórica, com fachadas de casas, igrejas e paralelepípedos do Pelourinho.

 

A FLIPELÔ é apresentada pelo Ministério da Cultura e Instituto CCR, através da Lei Rouanet, com apoio da CCR Metrô Bahia e em parceria com o Governo da Bahia. O festival conta ainda com o apoio do Shopping da Bahia, co-realização do SESC, produção da Maré Produções Culturais e realização da Fundação Casa de Jorge Amado.

 


Dimus – Diretoria de Museus – BA
Jornalista responsável – Yara Vasku (DRT-PR 2509)

Texto: Ana Paula Nobre (DRT-BA 3638)

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