02/05/2019
Temas que dialogam com a arte e a religiosidade estão presentes nas duas exposições que o museólogo, fotógrafo e gestor cultural Jomar Lima inaugura em 06/05 no Museu do Recolhimento dos Humildes (Santo Amaro/BA). A exposição “Afro Barroco Cachoeira, Recôncavo da Bahia, Religiosidade” traz 21 fotos realizadas na Ordem Terceira do Carmo e de alguns Terreiros, em Cachoeira, e traz em sua composição as religiosas do candomblé e o espaço católico. Já o projeto “Ars Moriendi: a representação da finitude da vida nas lápides tumulares da Ordem Terceira do Carmo de Cachoeira/BA” aborda, em 30 réplicas de carneiras, os aspectos socioculturais, religiosos, artísticos vinculados à iconografia da morte. Ambas em cartaz até 31/5.
“Minha exposição ‘Afro Barroco Cachoeira, Recôncavo da Bahia, Religiosidade’ reflete a atualidade vivida dentro de uma cidade secular que preserva elementos também seculares. Escolhi uma capela que abriga as orações de religiosos e leigos. Sua decoração interna é inteiramente adornada com talha dourada e azulejos portugueses que ditam passagens bíblicas. Sua arquitetura interna obedece ao estilo barroco conhecido como Dom João V, pois verifica-se uma transição entre o barroco e o rococó. É neste cenário do século XVII que os rituais do candomblé também acontecem. Vivas estão nesse lugar duas memórias ancestrais: uma que subjugou o povo africano e a outra, a resistência e soberania desse mesmo povo”, completa o artista.
O projeto (exposição e o livro) “Ars Moriendi” ou “Arte de Morrer” rememora os manuais de preparação para a morte; versa sobre o conjunto de 30 carneiras em madeira policromada em um recinto funerário anexado à nave da capela da Ordem Terceira do Carmo construídas no século XVIII para abrigar os corpos dos irmãos da Ordem Terceira do Carmo na cidade de Cachoeira, Recôncavo da Bahia.
A mostra reúne elementos sobre as práticas sociais e culturais a partir das percepções, vivências e experiências de Jomar Lima em sua relação cotidiana com patrimônio cultural em Cachoeira, desde as suas lembranças de infância e a sua posterior vontade como cidadão em proteger o bem cultural até o seu priorado na Ordem Terceira do Carmo. Assim como nas lápides tumulares tem um roteiro sobre a morte, Jomar constrói um roteiro sobre a vida e a memória dos irmãos terceiros do Carmo, apresentando uma versão de uma leitura da imagem na contemporaneidade.
“É através destas tampas que conhecemos a origem lendária e histórica da Ordem Carmelita a sua longevidade enquanto congregação religiosa e o primeiro conjunto erigido na cidade de Olinda em Pernambuco até a igreja no centro de Cachoeira. O público se questiona sobre a existência de quatro cemitérios (cemitérios dos Nagôs, da Ordem 3ª do Carmo, da Piedade e dos Estrangeiros) no núcleo urbano de Cachoeira e sobre as lápides tumulares nas capelas e igrejas da cidade. É a partir desta necessidade de compreender as dinâmicas sociais e religiosas que motivaram essa proliferação de práticas de cuidado com a vida e com a preparação para uma boa morte que eu fiz a pesquisa monográfica ‘Ars Moriendi’ que deu origem a esta exposição”, explica o museólogo.
O autor - É no Recôncavo Baiano - “chão de massapê diaspórico” - que o autor se inicia na atuação como cidadão na busca de diálogo sobre a educação patrimonial, na atuação como membro e prior na busca pela preservação dos bens culturais de Cachoeira (restauração dos bens culturais), na sua atuação no curso de Museologia da UFRB e a sua monografia como um meio de comunicação e preservação, deste modo, Jomar entende “que o recinto funerário enquanto um livro sobre a relação vida e morte”.
O proponente é museólogo, fotógrafo e gestor cultural, com mestrado em História da África (CAHL) e pós graduação em Politica e Gestão Cultural (CECULT), ambos da Universidade Federal do Recôncavo (UFRB). O artista visual Jomar Lima participou de algumas exposições coletivas: IX Bienal do Recôncavo 2008 - Mãos poderosas ferramentas (fotografia); X Bienal do Recôncavo 2010 - Fé Quebrada (Fotografia); Instituto Cultural de Macau 2011 - Cachoeira Memórias; XI Bienal do Recôncavo 2012- Sem Título (Fotografia); Memorial Irmandade da Boa Morte, Cachoeira 2012 (Acervo Permanente); Exposição Em Trânsito, Espaço Cultural Hansen Bahia 2015 (Fotografia); Exposição AfroBarroco 2016 - Centro Universitário de Cultura e Arte (CUCA). Publicou o Livro O Recôncavo no olhar de Jomar Lima pela editora UFRB, editora Fino Traço.
Horario de Visitação:
SEG. A SEX., DAS 8H ÀS 12H E DAS 14H ÀS 17H
PRAÇA FREI BENTO, S/N, SANTO AMARO - BA
O museu – Instalado no Convento de Nossa Senhora da Conceição dos Humildes, em Santo Amaro, o Museu do Recolhimento dos Humildes é datado de junho de 1980. O acervo é de propriedade da Congregação de Nossa Senhora dos Humildes composto por imagens sacras delicadamente ornamentadas pelas recolhidas, além de cristais, pratarias, mobiliário, porcelanas, paramentos, rendas e alfaias (objetos litúrgicos). São cerca de 500 peças datadas do século XIX e tombadas pelo (IPHAN). Já o prédio é tombado como Patrimônio da Bahia pelo IPAC. Por conta de reformas, no momento a expografia não está disponível para visitação, porém o museu segue aberto com atividades de educação patrimonial. O Museu do Recolhimento dos Humildes é administrado por meio de um Convênio de Cooperação Técnica e Administrativa pela Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), unidade vinculada a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).
“Minha exposição ‘Afro Barroco Cachoeira, Recôncavo da Bahia, Religiosidade’ reflete a atualidade vivida dentro de uma cidade secular que preserva elementos também seculares. Escolhi uma capela que abriga as orações de religiosos e leigos. Sua decoração interna é inteiramente adornada com talha dourada e azulejos portugueses que ditam passagens bíblicas. Sua arquitetura interna obedece ao estilo barroco conhecido como Dom João V, pois verifica-se uma transição entre o barroco e o rococó. É neste cenário do século XVII que os rituais do candomblé também acontecem. Vivas estão nesse lugar duas memórias ancestrais: uma que subjugou o povo africano e a outra, a resistência e soberania desse mesmo povo”, completa o artista.
O projeto (exposição e o livro) “Ars Moriendi” ou “Arte de Morrer” rememora os manuais de preparação para a morte; versa sobre o conjunto de 30 carneiras em madeira policromada em um recinto funerário anexado à nave da capela da Ordem Terceira do Carmo construídas no século XVIII para abrigar os corpos dos irmãos da Ordem Terceira do Carmo na cidade de Cachoeira, Recôncavo da Bahia.
A mostra reúne elementos sobre as práticas sociais e culturais a partir das percepções, vivências e experiências de Jomar Lima em sua relação cotidiana com patrimônio cultural em Cachoeira, desde as suas lembranças de infância e a sua posterior vontade como cidadão em proteger o bem cultural até o seu priorado na Ordem Terceira do Carmo. Assim como nas lápides tumulares tem um roteiro sobre a morte, Jomar constrói um roteiro sobre a vida e a memória dos irmãos terceiros do Carmo, apresentando uma versão de uma leitura da imagem na contemporaneidade.
“É através destas tampas que conhecemos a origem lendária e histórica da Ordem Carmelita a sua longevidade enquanto congregação religiosa e o primeiro conjunto erigido na cidade de Olinda em Pernambuco até a igreja no centro de Cachoeira. O público se questiona sobre a existência de quatro cemitérios (cemitérios dos Nagôs, da Ordem 3ª do Carmo, da Piedade e dos Estrangeiros) no núcleo urbano de Cachoeira e sobre as lápides tumulares nas capelas e igrejas da cidade. É a partir desta necessidade de compreender as dinâmicas sociais e religiosas que motivaram essa proliferação de práticas de cuidado com a vida e com a preparação para uma boa morte que eu fiz a pesquisa monográfica ‘Ars Moriendi’ que deu origem a esta exposição”, explica o museólogo.
O autor - É no Recôncavo Baiano - “chão de massapê diaspórico” - que o autor se inicia na atuação como cidadão na busca de diálogo sobre a educação patrimonial, na atuação como membro e prior na busca pela preservação dos bens culturais de Cachoeira (restauração dos bens culturais), na sua atuação no curso de Museologia da UFRB e a sua monografia como um meio de comunicação e preservação, deste modo, Jomar entende “que o recinto funerário enquanto um livro sobre a relação vida e morte”.
O proponente é museólogo, fotógrafo e gestor cultural, com mestrado em História da África (CAHL) e pós graduação em Politica e Gestão Cultural (CECULT), ambos da Universidade Federal do Recôncavo (UFRB). O artista visual Jomar Lima participou de algumas exposições coletivas: IX Bienal do Recôncavo 2008 - Mãos poderosas ferramentas (fotografia); X Bienal do Recôncavo 2010 - Fé Quebrada (Fotografia); Instituto Cultural de Macau 2011 - Cachoeira Memórias; XI Bienal do Recôncavo 2012- Sem Título (Fotografia); Memorial Irmandade da Boa Morte, Cachoeira 2012 (Acervo Permanente); Exposição Em Trânsito, Espaço Cultural Hansen Bahia 2015 (Fotografia); Exposição AfroBarroco 2016 - Centro Universitário de Cultura e Arte (CUCA). Publicou o Livro O Recôncavo no olhar de Jomar Lima pela editora UFRB, editora Fino Traço.
Horario de Visitação:
SEG. A SEX., DAS 8H ÀS 12H E DAS 14H ÀS 17H
PRAÇA FREI BENTO, S/N, SANTO AMARO - BA
O museu – Instalado no Convento de Nossa Senhora da Conceição dos Humildes, em Santo Amaro, o Museu do Recolhimento dos Humildes é datado de junho de 1980. O acervo é de propriedade da Congregação de Nossa Senhora dos Humildes composto por imagens sacras delicadamente ornamentadas pelas recolhidas, além de cristais, pratarias, mobiliário, porcelanas, paramentos, rendas e alfaias (objetos litúrgicos). São cerca de 500 peças datadas do século XIX e tombadas pelo (IPHAN). Já o prédio é tombado como Patrimônio da Bahia pelo IPAC. Por conta de reformas, no momento a expografia não está disponível para visitação, porém o museu segue aberto com atividades de educação patrimonial. O Museu do Recolhimento dos Humildes é administrado por meio de um Convênio de Cooperação Técnica e Administrativa pela Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), unidade vinculada a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).
Núcleo de Comunicação - Ascom Dimus
Jornalista responsável: Yara Vasku (DRT-PR 2904)
(71) 3117-6445/ 99119-7746 / yaravasku.dimus@gmail.com
Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia
Centro Cultural Solar Ferrão - 1º andar - Rua Gregório de Mattos, 45 - Pelourinho, Salvador (BA)Acesse as redes sociais da DIMUS:Blog: https://dimusbahia.wordpress.com
Facebook: @museusdabahia
Instagram: @museusdabahia
Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia
Centro Cultural Solar Ferrão - 1º andar - Rua Gregório de Mattos, 45 - Pelourinho, Salvador (BA)Acesse as redes sociais da DIMUS:Blog: https://dimusbahia.
Facebook: @museusdabahia
Instagram: @museusdabahia