10/06/2022
A exposição ‘Ilê Funfun: Uma homenagem ao centenário de Rubem Valentim’ no Museu Nacional da República (museu.cultura.df.gov.br), em Brasília, Distrito Federal, fica em cartaz e aberta ao público até agosto/2022. Parte da mostra é formada pelo ‘Templo de Oxalá’, conjunto de obras de arte doadas ao Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-Bahia) em 1997, e emprestadas à exposição, considerado o ápice do trabalho de Rubem Valentim. Antes disso, a mesma mostra esteve em São Paulo, de abril a maio, na Almeida & Dale Galeria de Arte. Em novembro (2022) o MAM-Bahia abre a exposição na Sala Rubem Valentim e na Galeria 3, ambos espaços do museu baiano, em Salvador.
Na sequência, a exposição vem para Salvador e depois para a cidade de Roma, Itália. Estiveram presentes na abertura do dia 9.06, em Brasília, o diretor do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), João Carlos de Oliveira, cujo órgão estadual congrega os principias museus baianos (www.ipac.ba.gov.br/museus), o diretor do MAM-Bahia, Pola Ribeiro, o curador da exposição e também curador do MAM-Bahia, Daniel Rangel, dentre outros representantes baianos.
“Esta exposição comprova o sucesso de parcerias como esta, que reúne três museus públicos e uma galeria privada para difusão e acessibilidade da população brasileira a um dos mais notórios artistas baianos, como Rubem Valentim; o IPAC/MAM-Bahia tem a honra de ter uma Sala fixa dedicada somente a esse artista”, comemora o diretor do IPAC, João Carlos de Oliveira.
Rubem Valentim começou sua trajetória nos anos 1940 como pintor autodidata, e participou dos movimentos de correntes modernas da arte baiana, ao lado de Mario Cravo Júnior, Carlos Bastos, Sante Scaldaferri, entre outros. Desde os anos 1950, iniciou uma pesquisa relacionada às matrizes africanas, sobretudo sobre símbolos e ferramentas dos Orixás. Nascido em Salvador (1922), o artista completaria 100 anos em novembro deste ano e a celebração com a mostra foi iniciada em São Paulo, passa agora em Brasília, chegando em Salvador em novembro.
“Para o Museu Nacional da República é uma honra receber um conjunto tão especial de obras de Rubem Valentim e apresentá-las ao público brasiliense. Valentim tem ligação profunda com Brasília, cidade onde viveu e consolidou sua pesquisa técnica e poética voltada à geometria construtiva e à simbologia de herança cultural africana. É também uma alegria comemorar o centenário de seu nascimento e colocar em destaque a produção de um artista preto, a visualidade e a poética de matriz africana neste museu, justamente no mesmo ano em que também se completa o centenário da Semana de Arte Moderna”, diz Sara Seilert, diretora do Museu da República.
“Rubem Valentim é um artista seminal para a arte brasileira, o primeiro a propor um diálogo entre a pureza do abstracionismo geométrico e a cultura negra do país. Valentim foi professor da UnB, mas decidiu deixar a universidade quando as perseguições da Ditadura contra alunos e docentes se intensificaram. Mas ele nunca abandonou Brasília, que adotou como sua terra e na qual produziu um dos corpos de obras mais singulares da história nacional. Portanto, é um prestígio e um resgate da memória cultural da cidade receber a exposição aqui”, diz Marcelo Jorge, diretor do Museu de Arte de Brasília, o MAB, que mantém o ‘antigo ateliê’ doado pelo artista baiano.
“Valentim havia montado na sua residência – uma grande casa nas quadras 700 da Asa Sul de Brasília – um ateliê onde produzia suas obras com esmero quase artesanal. No entanto, ele morre na década de 1990 sem deixar filhos. Seus herdeiros, residentes em outros locais do país, decidiram legar para o MAB a integralidade dos objetos, móveis, documentos e obras de arte que formavam seu ateliê, antes de vender a casa. A doação ocorreu por intermédio de Bené Fonteles, amigo e confidente do artista baiano. Desde então, esse ateliê foi exposto pouquíssimas vezes, e era quase desconhecido dos especialistas no artista. Com a mostra Ilê Fun Fun, a obra circulou pelo país e retornará ao MAB, no fim, para ficar em exposição permanente”, completa Marcelo Jorge.
EXPOSIÇÃO – Pensada a partir de três núcleos: o ‘Templo de Oxalá’, que é um conjunto de obras com 20 esculturas e 10 relevos de Rubem Valentim do MAM-BA e restauradas pela Almeida & Dale; “Ateliê”, parte da exposição em que o processo criativo do artista é contemplado, com quadros que estavam sendo feitos quando ele morreu (1991), inacabados, e ferramentas que ele usava, com parte do acervo emprestado pelo MAB especialmente para esta exposição; e ‘Cronologia’, que traz sua história, a partir de recortes, pesquisas, documentos e arquivos pessoais, fotografias e cartazes. “O que é mais importante sobre Rubem Valentim está nesta exposição. Da religiosidade potente aos objetos que circundavam toda sua criação, apresentamos vida e obra deste grande artista”, diz Daniel Rangel, curador da mostra e do MAM-Bahia.
O ‘Templo de Oxalá’, cuja cor branca é predominante, representando o panteão dos orixás saudando Obàtálá, foi apresentado pela primeira vez em 1977, na XIV Bienal Internacional de São Paulo, em uma sala especial dedicada ao artista. Em ‘Ilê Funfun’ está reunido o essencial da trajetória do artista: um potente conjunto artístico-sagrado e referências de seu universo particular, juntando ainda as coleções do MAM-Bahia, do Instituto Rubem Valentim, cuja sede está em São Paulo e do MAB/Brasília; locais que foram suas casas, espaços que foram seus ilês.
Após a exposição ser apresentada no MAM-BA, quando reinaugurará a sala especial de Rubem Valentim no museu, e integrando a comemoração internacional do centenário, haverá uma mostra com a produção do artista em Roma, onde Rubem viveu de 1963 a 1966, no Palazzo Pamphili, endereço da Embaixada Brasileira em Roma.
LIVRO ILÊ FUNFUN – A exposição é uma celebração da presença da obra Templo de Oxalá pela primeira vez fora no MAM-Bahia e à trajetória do artista baiano que faria 100 anos em 2022. Acompanhando o mesmo recorte, a Almeida & Dale Galeria de Arte produziu um livro, apresentado pelo curador Daniel Rangel com a colaboração de importantes nomes relacionados ao artista, que será lançado também no Museu Nacional. Marcelo Gonczarowska Jorge e Sara Seilert, do Museu de Arte de Brasília e Museu Nacional da República, respectivamente, assinam um texto contextualizando a relevância de Rubem Valentim nesses espaços. Pola Ribeiro, diretor do MAM Bahia, por sua vez, também escreve para o livro. Há também uma cronologia ilustrada com fotos de arquivo, assinada por Claudia Fazzolari, que perpassa a vida de Rubem Valentim desde o nascimento, principais trabalhos, projetos e exposições no Brasil e no mundo, além de textos dos críticos Frederico Morais, Theon Spanudis e Alberto Beuttenmuller, que com astúcia demonstram a grande importância de Valentim para além do concretismo. O desenho gráfico especial do livro garante por meio do papel transparente a sensação de abertura de um véu para adentrar o templo e suas fotografias de montagem.
Ilê Funfun: Uma homenagem ao centenário de Rubem Valentim
Exposição e lançamento de livro
Museu Nacional da República
Setor Cultural Sul, Lote 2
Próximo à Rodoviária do Plano Piloto
Brasília - DF, 70070-150
Em cartaz:
10 de junho a 7 de agosto de 2022
Aberto de terça a domingo, das 9h às 18h30
Mais informações: https://www.almeidaedale.com.br/
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Informações para a Imprensa:
Juliana Gola | jugola@gmail.com | 11 99595-2341
Em 10.06.2022, Assessoria de Comunicação – MAM
Geraldo Moniz de Aragão (1498-mte.ba)
geraldomoniz.mam@gmail.com, 071 99102.7394
MAM-Bahia - Av. Contorno, s/n°, Solar do Unhão - CEP 4006-060 Salvador Bahia
Na sequência, a exposição vem para Salvador e depois para a cidade de Roma, Itália. Estiveram presentes na abertura do dia 9.06, em Brasília, o diretor do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), João Carlos de Oliveira, cujo órgão estadual congrega os principias museus baianos (www.ipac.ba.gov.br/museus), o diretor do MAM-Bahia, Pola Ribeiro, o curador da exposição e também curador do MAM-Bahia, Daniel Rangel, dentre outros representantes baianos.
“Esta exposição comprova o sucesso de parcerias como esta, que reúne três museus públicos e uma galeria privada para difusão e acessibilidade da população brasileira a um dos mais notórios artistas baianos, como Rubem Valentim; o IPAC/MAM-Bahia tem a honra de ter uma Sala fixa dedicada somente a esse artista”, comemora o diretor do IPAC, João Carlos de Oliveira.
Rubem Valentim começou sua trajetória nos anos 1940 como pintor autodidata, e participou dos movimentos de correntes modernas da arte baiana, ao lado de Mario Cravo Júnior, Carlos Bastos, Sante Scaldaferri, entre outros. Desde os anos 1950, iniciou uma pesquisa relacionada às matrizes africanas, sobretudo sobre símbolos e ferramentas dos Orixás. Nascido em Salvador (1922), o artista completaria 100 anos em novembro deste ano e a celebração com a mostra foi iniciada em São Paulo, passa agora em Brasília, chegando em Salvador em novembro.
“Para o Museu Nacional da República é uma honra receber um conjunto tão especial de obras de Rubem Valentim e apresentá-las ao público brasiliense. Valentim tem ligação profunda com Brasília, cidade onde viveu e consolidou sua pesquisa técnica e poética voltada à geometria construtiva e à simbologia de herança cultural africana. É também uma alegria comemorar o centenário de seu nascimento e colocar em destaque a produção de um artista preto, a visualidade e a poética de matriz africana neste museu, justamente no mesmo ano em que também se completa o centenário da Semana de Arte Moderna”, diz Sara Seilert, diretora do Museu da República.
“Rubem Valentim é um artista seminal para a arte brasileira, o primeiro a propor um diálogo entre a pureza do abstracionismo geométrico e a cultura negra do país. Valentim foi professor da UnB, mas decidiu deixar a universidade quando as perseguições da Ditadura contra alunos e docentes se intensificaram. Mas ele nunca abandonou Brasília, que adotou como sua terra e na qual produziu um dos corpos de obras mais singulares da história nacional. Portanto, é um prestígio e um resgate da memória cultural da cidade receber a exposição aqui”, diz Marcelo Jorge, diretor do Museu de Arte de Brasília, o MAB, que mantém o ‘antigo ateliê’ doado pelo artista baiano.
“Valentim havia montado na sua residência – uma grande casa nas quadras 700 da Asa Sul de Brasília – um ateliê onde produzia suas obras com esmero quase artesanal. No entanto, ele morre na década de 1990 sem deixar filhos. Seus herdeiros, residentes em outros locais do país, decidiram legar para o MAB a integralidade dos objetos, móveis, documentos e obras de arte que formavam seu ateliê, antes de vender a casa. A doação ocorreu por intermédio de Bené Fonteles, amigo e confidente do artista baiano. Desde então, esse ateliê foi exposto pouquíssimas vezes, e era quase desconhecido dos especialistas no artista. Com a mostra Ilê Fun Fun, a obra circulou pelo país e retornará ao MAB, no fim, para ficar em exposição permanente”, completa Marcelo Jorge.
EXPOSIÇÃO – Pensada a partir de três núcleos: o ‘Templo de Oxalá’, que é um conjunto de obras com 20 esculturas e 10 relevos de Rubem Valentim do MAM-BA e restauradas pela Almeida & Dale; “Ateliê”, parte da exposição em que o processo criativo do artista é contemplado, com quadros que estavam sendo feitos quando ele morreu (1991), inacabados, e ferramentas que ele usava, com parte do acervo emprestado pelo MAB especialmente para esta exposição; e ‘Cronologia’, que traz sua história, a partir de recortes, pesquisas, documentos e arquivos pessoais, fotografias e cartazes. “O que é mais importante sobre Rubem Valentim está nesta exposição. Da religiosidade potente aos objetos que circundavam toda sua criação, apresentamos vida e obra deste grande artista”, diz Daniel Rangel, curador da mostra e do MAM-Bahia.
O ‘Templo de Oxalá’, cuja cor branca é predominante, representando o panteão dos orixás saudando Obàtálá, foi apresentado pela primeira vez em 1977, na XIV Bienal Internacional de São Paulo, em uma sala especial dedicada ao artista. Em ‘Ilê Funfun’ está reunido o essencial da trajetória do artista: um potente conjunto artístico-sagrado e referências de seu universo particular, juntando ainda as coleções do MAM-Bahia, do Instituto Rubem Valentim, cuja sede está em São Paulo e do MAB/Brasília; locais que foram suas casas, espaços que foram seus ilês.
Após a exposição ser apresentada no MAM-BA, quando reinaugurará a sala especial de Rubem Valentim no museu, e integrando a comemoração internacional do centenário, haverá uma mostra com a produção do artista em Roma, onde Rubem viveu de 1963 a 1966, no Palazzo Pamphili, endereço da Embaixada Brasileira em Roma.
LIVRO ILÊ FUNFUN – A exposição é uma celebração da presença da obra Templo de Oxalá pela primeira vez fora no MAM-Bahia e à trajetória do artista baiano que faria 100 anos em 2022. Acompanhando o mesmo recorte, a Almeida & Dale Galeria de Arte produziu um livro, apresentado pelo curador Daniel Rangel com a colaboração de importantes nomes relacionados ao artista, que será lançado também no Museu Nacional. Marcelo Gonczarowska Jorge e Sara Seilert, do Museu de Arte de Brasília e Museu Nacional da República, respectivamente, assinam um texto contextualizando a relevância de Rubem Valentim nesses espaços. Pola Ribeiro, diretor do MAM Bahia, por sua vez, também escreve para o livro. Há também uma cronologia ilustrada com fotos de arquivo, assinada por Claudia Fazzolari, que perpassa a vida de Rubem Valentim desde o nascimento, principais trabalhos, projetos e exposições no Brasil e no mundo, além de textos dos críticos Frederico Morais, Theon Spanudis e Alberto Beuttenmuller, que com astúcia demonstram a grande importância de Valentim para além do concretismo. O desenho gráfico especial do livro garante por meio do papel transparente a sensação de abertura de um véu para adentrar o templo e suas fotografias de montagem.
Ilê Funfun: Uma homenagem ao centenário de Rubem Valentim
Exposição e lançamento de livro
Museu Nacional da República
Setor Cultural Sul, Lote 2
Próximo à Rodoviária do Plano Piloto
Brasília - DF, 70070-150
Em cartaz:
10 de junho a 7 de agosto de 2022
Aberto de terça a domingo, das 9h às 18h30
Mais informações: https://www.almeidaedale.com.
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Informações para a Imprensa:
Juliana Gola | jugola@gmail.com | 11 99595-2341
Em 10.06.2022, Assessoria de Comunicação – MAM
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