19/04/2023
Sob forte emoção, a viúva do escultor baiano, Agnaldo dos Santos (1926-1962), Ernestina Miranda dos Santos, de 85 anos, conclamou os jovens da Bahia para conhecer de perto os trabalhos do seu marido, em evento ocorrido ontem (18) à noite, na abertura da exposição ‘Agnaldo Manuel dos Santos – A conquista da modernidade’, no espaço expositivo da Capela do Museu de Arte Moderna (MAM Bahia). Em 2023 completam-se 61 anos da morte do escultor, ocorrida em função da ‘Doença de Chagas’ quando ele tinha apenas 35 anos de idade. “Com sua morte, fiquei sozinha com três filhos pequenos, uma com meses de vida”, diz Ernestina.
O discurso da viúva de Agnaldo comoveu a todos os presentes na abertura. “Digo à população da Bahia que venha prestigiar Agnaldo no MAM, porque ele foi um baiano, negro, que trabalhou por tão pouco tempo e deixou essa herança, essa enormidade, essa coisa linda que são os trabalhos dele. Uma pessoa que foi um ajudante e hoje vemos esse grande e importante escultor. Os jovens que estão chegando aí, venham ver os trabalhos dele!”
ACESSO GRATUITO – Estiveram presentes ontem no MAM autoridades estaduais, artistas, pesquisadores e personalidades. A diretora do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC) – que congrega os principais museus baianos (www.ipac.ba.gov.br/museus) – Luciana Mandelli, representando também o secretário de Cultura do Estado (SecultBA), Bruno Monteiro. A exposição no MAM fica aberta com acesso gratuito até o mês de julho, com visitação de terça a domingo, sempre das 13h às 17h, inclusive neste feriado do dia 21, sexta-feira.
“Ao visitar a exposição, me lembrei de todos os trabalhos que ele fez, ele fazia e colocava em frente da cama e ficava olhando, observando, analisando”, continua a viúva Ernestina ressaltando que ele “foi embora” no auge da vida dele. “Adorei ver a exposição e estou muito emocionada! Quando vi as esculturas voltei a me lembrar de tudo. Parece que estou vendo agora ele ali trabalhando nessas peças”, completa Ernestina. Segundo ela, todas as esculturas são importantes para ela, não tendo nenhuma preferida. “Mas a imagem da mãe dando o peito, alimentando o filho, faz lembrar dos meus filhos, tão pequenos, enquanto ele estava vivo e quando morreu. É muita saudade dele e de tudo...”, conclui a viúva.
TRAJETÓRIA – Agnaldo dos Santos teve uma trajetória surpreendente. Nascido na Ilha de Itaparica, devido a pobreza, começou a trabalhar aos 10 anos de idade. Foi lenhador, fabricante de cal e vigia, transformando sua vida quando se tornou aprendiz do artista baiano Mário Cravo Júnior e começou a fazer suas próprias esculturas por volta de 1953. Atualmente suas esculturas são das mais prestigiadas e valorizadas no mercado da arte.
A coleção apresentada no MAM reúne cerca de 46 peças representando orixás, santos, ex-votos, carrancas e figuras humanas, sob curadoria de Juliana Ribeiro Bevilacqua. Para o ex-curador do MAM e atual diretor do Palacete das Artes, Daniel Rangel, a chegada da mostra de Agnaldo é como um retorno de um filho que passou anos fora de casa. “Essa exposição está em sintonia com o momento atual do MAM, que desde o final de 2021 retoma o programa curatorial iniciado por Lina Bardi, de forma atualizada; ela pensou um museu moderno, baiano e nordestino, que apresenta uma modernidade/contemporaneidade: negra, indígena e popular”, conclui Rangel.
O MAM é um equipamento do IPAC/SecultBA e esta exposição é uma parceria com as Galerias Paulo Darzé e Almeida e Dale. Para mais informações, acesse: www.mam.ba.gov.br, redes sociais (instagram e facebook) ou telefone (71) 31176132 e 31176139 (segunda a sexta, 9h às 12h e 13h às 15h).
Fotos anexas Expo: Fernando Barbosa e Geraldo Moniz
SERVIÇO:
O quê: ‘Agnaldo Manuel dos Santos – A conquista da modernidade’
Quando: de TERÇA a DOMINGO, das 13h às 17h
Onde: Capela do MAM Bahia (Avenida Contorno, s/n°, Comércio – Salvador Bahia)
Informações: (71) 31176132 e 31176139 (segunda a sexta, 9h às 12h e 13h às 15h)
Instagram: @bahiamam
Site: www.mam.ba.gov.br
O discurso da viúva de Agnaldo comoveu a todos os presentes na abertura. “Digo à população da Bahia que venha prestigiar Agnaldo no MAM, porque ele foi um baiano, negro, que trabalhou por tão pouco tempo e deixou essa herança, essa enormidade, essa coisa linda que são os trabalhos dele. Uma pessoa que foi um ajudante e hoje vemos esse grande e importante escultor. Os jovens que estão chegando aí, venham ver os trabalhos dele!”
ACESSO GRATUITO – Estiveram presentes ontem no MAM autoridades estaduais, artistas, pesquisadores e personalidades. A diretora do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC) – que congrega os principais museus baianos (www.ipac.ba.gov.br/museus) – Luciana Mandelli, representando também o secretário de Cultura do Estado (SecultBA), Bruno Monteiro. A exposição no MAM fica aberta com acesso gratuito até o mês de julho, com visitação de terça a domingo, sempre das 13h às 17h, inclusive neste feriado do dia 21, sexta-feira.
“Ao visitar a exposição, me lembrei de todos os trabalhos que ele fez, ele fazia e colocava em frente da cama e ficava olhando, observando, analisando”, continua a viúva Ernestina ressaltando que ele “foi embora” no auge da vida dele. “Adorei ver a exposição e estou muito emocionada! Quando vi as esculturas voltei a me lembrar de tudo. Parece que estou vendo agora ele ali trabalhando nessas peças”, completa Ernestina. Segundo ela, todas as esculturas são importantes para ela, não tendo nenhuma preferida. “Mas a imagem da mãe dando o peito, alimentando o filho, faz lembrar dos meus filhos, tão pequenos, enquanto ele estava vivo e quando morreu. É muita saudade dele e de tudo...”, conclui a viúva.
TRAJETÓRIA – Agnaldo dos Santos teve uma trajetória surpreendente. Nascido na Ilha de Itaparica, devido a pobreza, começou a trabalhar aos 10 anos de idade. Foi lenhador, fabricante de cal e vigia, transformando sua vida quando se tornou aprendiz do artista baiano Mário Cravo Júnior e começou a fazer suas próprias esculturas por volta de 1953. Atualmente suas esculturas são das mais prestigiadas e valorizadas no mercado da arte.
A coleção apresentada no MAM reúne cerca de 46 peças representando orixás, santos, ex-votos, carrancas e figuras humanas, sob curadoria de Juliana Ribeiro Bevilacqua. Para o ex-curador do MAM e atual diretor do Palacete das Artes, Daniel Rangel, a chegada da mostra de Agnaldo é como um retorno de um filho que passou anos fora de casa. “Essa exposição está em sintonia com o momento atual do MAM, que desde o final de 2021 retoma o programa curatorial iniciado por Lina Bardi, de forma atualizada; ela pensou um museu moderno, baiano e nordestino, que apresenta uma modernidade/contemporaneidade: negra, indígena e popular”, conclui Rangel.
O MAM é um equipamento do IPAC/SecultBA e esta exposição é uma parceria com as Galerias Paulo Darzé e Almeida e Dale. Para mais informações, acesse: www.mam.ba.gov.br, redes sociais (instagram e facebook) ou telefone (71) 31176132 e 31176139 (segunda a sexta, 9h às 12h e 13h às 15h).
Fotos anexas Expo: Fernando Barbosa e Geraldo Moniz
SERVIÇO:
O quê: ‘Agnaldo Manuel dos Santos – A conquista da modernidade’
Quando: de TERÇA a DOMINGO, das 13h às 17h
Onde: Capela do MAM Bahia (Avenida Contorno, s/n°, Comércio – Salvador Bahia)
Informações: (71) 31176132 e 31176139 (segunda a sexta, 9h às 12h e 13h às 15h)
Instagram: @bahiamam
Site: www.mam.ba.gov.br