Dirigentes querem mudanças na gestão

22/05/2012
Começaram os preparativos para Fórum de Dirigentes Estaduais de Instituições de Preservação do Patrimônio Cultural do Brasil, previsto para se realizar em agosto deste ano (2012), em Brasília, mês em que se comemora o Patrimônio Nacional.

A realização do fórum foi decidida no final do mês de abril (2012), em Recife, Pernambuco, onde se realizou o 1º Encontro Nacional das Instituições Estaduais de Preservação do Patrimônio Cultural que reuniu representantes de 13 estados e do Distrito Federal (DF).


No evento também foi redigida e assinada a ‘Carta de Recife’, onde constam recomendações para melhorar a gestão dos patrimônios culturais brasileiros. O documento está assinado por 13 órgãos estaduais – além do Distrito Federal – que trabalham com a salvaguarda cultural nos seus estados e já pode ser conferido no site do IPAC – www.ipac.ba.gov.br - no link ‘Downloads’ e setor ‘Geral’.


A iniciativa propõe repensar e garantir a salvaguarda dos bens, exigindo maior participação dos entes federativos integrados e da sociedade como um todo. Os dirigentes dos órgãos apontam que a evolução dos últimos anos ordena nova postura para a gestão. Eles propõem reformas administrativas e financeiras, assim como, meios de envolver as populações locais através de programas de educação patrimonial, campanhas de conscientização participativa, dentre outras ações.


A Bahia está representada nesse movimento pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC) vinculado à Secretaria de Cultura do Estado. Completando 45 anos de fundação em setembro deste ano (2012) o IPAC é referência no Brasil por ser um dos primeiros órgãos estaduais criados para a preservação e difusão dos bens culturais.


“Não se faz política pública de preservação do patrimônio eficiente sem a participação efetiva de todos os entes federativos – Municípios, Estados e União –, e o compromisso da sociedade que vive e usufrui desses bens”, explica o diretor geral do IPAC, Frederico Mendonça. Hoje, no Brasil, a maior parte das políticas públicas para o patrimônio cultural é desenvolvida pela União e Estados, enquanto poucos Municípios atuam concretamente.


Pela Constituição de 1988 as câmaras municipais têm obrigação de criar legislações para proteger os bens culturais dos seus territórios. Já as prefeituras são obrigadas a criar e executar políticas públicas de tombamentos, registros culturais e planos de proteção aos bens culturais. Na Bahia, o último censo de 2010 (IBGE) acusa que apenas 62 das 417 prefeituras, ou 15% dos municípios, praticam ações que beneficiam seus patrimônios culturais.


A ‘Carta de Recife’ destaca a necessidade de consolidar o Sistema Nacional de Patrimônio e de integrar o Cadastro Nacional de Bens Protegidos Desaparecidos. A criação de financiamentos junto às agências de fomento, leis que regulamentem orçamentos dos Estados com percentuais destinados à salvaguarda, são outras das reivindicações. Os dirigentes sugerem, ainda, criação de taxa para preservação dos patrimônios, a ser cobrada na rede hoteleira nos mesmos moldes da taxa de turismo.


Por fim, a ‘Carta de Recife’ quer um ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadoria e Serviços) para o Patrimônio Cultural, como já existe em Minas Gerais. Lá, os municípios recebem verbas quando as prefeituras promovem a salvaguarda dos bens culturais. Confira a íntegra da ‘Carta de Recife’ no site do IPAC, www.ipac.ba.gov.br, através do link ‘Downloads’ e, depois, no setor ‘Geral’.



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Assessoria de Comunicação – IPAC – em 22.05.2011

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