01/03/2012
Em novembro, mês da Consciência Negra, o Museu Udo Knoff abre suas portas para a exposição Coroa de Ouro, idealizada pela cabeleireira especializada em penteados afro, Negra Jhô. A partir de 25 de novembro, dia das baianas, às 18h, o público poderá conferir 20 turbantes estilizados, que valorizam e reverenciam a força da ancestralidade africana. Promovida pelo Instituto Kimundo com o apoio da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (DIMUS/IPAC), a exposição fica em cartaz até 08 março de 2012.
O turbante foi escolhido por Negra Jhô por ser um símbolo de destaque na estética, cultura e religiosidade de matriz africana. "Cobrir a cabeça (ori) é uma maneira de respeitar e preservar a parte do nosso corpo que canaliza a energia dos espíritos ancestrais e está sempre cheia de axé”, explica a cabeleireira que recebe no dia 21 de novembro o título de cidadã soteropolitana. Quem for ao Pelourinho visitar a exposição poderá conferir um pouco da arte que ela vem produzindo na cabeça de baianos e turistas do mundo inteiro. “Deusa do Ébano”, “Zumbi dos Palmares”, “Rainha Nzinga” e “Carmem Miranda” são alguns dos nomes escolhidos para identificar os turbantes.
Para a assessora da DIMUS, Ana Liberato, “a mostra Coroa de Ouro é importante não somente por fazer parte das comemorações ao mês da consciência negra, mas por ser o resultado de uma integração do museu com a comunidade do Pelourinho”, pontua. A exposição é parte integrante do projeto homônimo que prevê a realização de duas oficinas de turbantaria nos dias 14 e 15 de dezembro, além de um desfile com indumentárias confeccionadas por estilistas e grifes baianas no dia 24 de janeiro de 2012. Durante as oficinas, que acontecem das 10h às 12h e das 14h às 16h, Negra Jhô ensinará as técnicas utilizadas na confecção dos diferentes tipos de turbantes. Interessados em participar devem se inscrever previamente no Salão de Negra Jhô, situado no Pelourinho. As inscrições custam R$50,00. Informações podem ser obtidas através do Museu Udo Knoff.
Negra Jhô - Nascida no quilombo da Muribeca, em São Francisco do Conde (BA), Valdemira Telma de Jesus Sacramento, mais conhecida como Negra Jhô (luz em iorubá), tem sua história marcada por lutas e superação. De família humilde, Negra Jhô começou a trabalhar desde cedo e em vários ramos: vendeu peixe, foi lavadeira, cozinheira, atendente de loja e recepcionista de teatro. Durante o período em que viveu em Feira de Santana, fez parte do bloco carnavalesco Flor de Ijexá e ganhou o título de beleza negra do município cinco vezes.
Desde a adolescência, ela gostava de trançar o cabelo de suas irmãs, amigos e bonecas, mas sua trajetória de sucesso começou em meados dos anos 80 com um banquinho em um dos largos do Pelourinho. Hoje, seu salão de beleza, localizado na Rua Frei Vicente, nº 04, é referência nacional em cabelos afro. Filha de Ogum com Iansã, Negra Jhô vem contribuindo para a valorização da cultura e identidade negra não somente com suas tranças, torços, turbantes e penteados afros, mas através do Instituto Kimundo, entidade que dirige há dez anos.
Serviço:
Onde: Museu Udo Knoff - Rua Frei Vicente, nº 03, Pelourinho.
Quando: Abertura: 25 de novembro, às 18h. Visitação: 26 de novembro até 08 de março, terça a sexta, das 10h às 18h. Finais de Semana e feriados, das 13h às 17h.
Realização: Instituto Kimundo
Gratuito
O turbante foi escolhido por Negra Jhô por ser um símbolo de destaque na estética, cultura e religiosidade de matriz africana. "Cobrir a cabeça (ori) é uma maneira de respeitar e preservar a parte do nosso corpo que canaliza a energia dos espíritos ancestrais e está sempre cheia de axé”, explica a cabeleireira que recebe no dia 21 de novembro o título de cidadã soteropolitana. Quem for ao Pelourinho visitar a exposição poderá conferir um pouco da arte que ela vem produzindo na cabeça de baianos e turistas do mundo inteiro. “Deusa do Ébano”, “Zumbi dos Palmares”, “Rainha Nzinga” e “Carmem Miranda” são alguns dos nomes escolhidos para identificar os turbantes.
Para a assessora da DIMUS, Ana Liberato, “a mostra Coroa de Ouro é importante não somente por fazer parte das comemorações ao mês da consciência negra, mas por ser o resultado de uma integração do museu com a comunidade do Pelourinho”, pontua. A exposição é parte integrante do projeto homônimo que prevê a realização de duas oficinas de turbantaria nos dias 14 e 15 de dezembro, além de um desfile com indumentárias confeccionadas por estilistas e grifes baianas no dia 24 de janeiro de 2012. Durante as oficinas, que acontecem das 10h às 12h e das 14h às 16h, Negra Jhô ensinará as técnicas utilizadas na confecção dos diferentes tipos de turbantes. Interessados em participar devem se inscrever previamente no Salão de Negra Jhô, situado no Pelourinho. As inscrições custam R$50,00. Informações podem ser obtidas através do Museu Udo Knoff.
Negra Jhô - Nascida no quilombo da Muribeca, em São Francisco do Conde (BA), Valdemira Telma de Jesus Sacramento, mais conhecida como Negra Jhô (luz em iorubá), tem sua história marcada por lutas e superação. De família humilde, Negra Jhô começou a trabalhar desde cedo e em vários ramos: vendeu peixe, foi lavadeira, cozinheira, atendente de loja e recepcionista de teatro. Durante o período em que viveu em Feira de Santana, fez parte do bloco carnavalesco Flor de Ijexá e ganhou o título de beleza negra do município cinco vezes.
Desde a adolescência, ela gostava de trançar o cabelo de suas irmãs, amigos e bonecas, mas sua trajetória de sucesso começou em meados dos anos 80 com um banquinho em um dos largos do Pelourinho. Hoje, seu salão de beleza, localizado na Rua Frei Vicente, nº 04, é referência nacional em cabelos afro. Filha de Ogum com Iansã, Negra Jhô vem contribuindo para a valorização da cultura e identidade negra não somente com suas tranças, torços, turbantes e penteados afros, mas através do Instituto Kimundo, entidade que dirige há dez anos.
Serviço:
Onde: Museu Udo Knoff - Rua Frei Vicente, nº 03, Pelourinho.
Quando: Abertura: 25 de novembro, às 18h. Visitação: 26 de novembro até 08 de março, terça a sexta, das 10h às 18h. Finais de Semana e feriados, das 13h às 17h.
Realização: Instituto Kimundo
Gratuito