Forte sedia lançamento de livro sobre a vida do mestre Pelé, sexta, dia 5

03/11/2010

Será lançado nesta sexta-feira, dia 5, no Forte de Santo Antônio Além do Carmo, Centro Histórico de Salvador, o livro O Pelé da Capoeira, que trata da história de vida do mestre capoeirista mais conhecido como Pelé da Bomba, mas cujo nome de registro civil é Natalício Neves da Silva.



Nascido em 1934, no distrito de Cipoá do município de Governador Mangabeira, região do Recôncavo baiano, mestre Pelé da Bomba se iniciou na capoeira em 1946, logo depois da 2ª Grande Guerra Mundial, na rampa do antigo e mítico Mercado Modelo, na Cidade Baixa,em Salvador. Tevecomo mestre, o já falecido Bugalho, considerado um dos maiores tocadores de berimbau da Bahia.



Mestre Pelé da Bomba fez história nas rodas de capoeira das festas de largo da capital baiana, como Conceição da Praia, Boa Viagem, Lavagem do Bomfim e outras, ficando conhecido como o "o gogó de ouro da Bahia" por sua voz original e inconfundível. Também ensinou no Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado, onde era membro da corporação daí o nome de guerra da Bomba e já viajou por diversos países da Europa representando a capoeira angola da Bahia.



No livro são explicados, ainda, significados e história da capoeira angola e do samba de roda na Bahia. A idéia é que a publicação auxilie na propagação da cultura popular e na preservação de elementos fundamentais para a cultura local como memória, oralidade, temporalidade, ancestralidade e ritualidade. Em atividade desde a década de 1960, tempo em que poucos eram mestres, de fato, o Mestre Pelé da Bomba é frequentemente convidado por escolas e instituições diversas, no Brasil e exterior para palestras e simpósios.



Segundo dados recentes do Ministério da Cultura, a capoeira é o produto cultural brasileiro mais difundido no mundo. Em 2006, o Estado da Bahia, através de pesquisas do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC) da secretaria de Cultura, reconheceu oficialmente a capoeira como Patrimônio Cultural baiano. Em 2008, foi a vez do Governo Federal que registrou a manifestação como Patrimônio Nacional.



O Forte de Santo Antônio é uma propriedade da União, mas está cedido à Secretaria de Cultura do Estado. O IPAC foi o órgão responsável pela restauração do prédio e também realiza a administração do local que sedia algumas das mais conhecidas academias de capoeira de Salvador.



O forte fica no mesmo lugar da extinta trincheira de defesa Baluarte de Santiago, construída em 1627, após a expulsão dos holandeses de Salvador. Em 1638, antes da segunda invasão holandesa na Bahia, o Conde de Bagnoli mandou erguer o forte que acabou funcionando como um dos principais pontos de resistência à invasão. Em 1659, foram feitas reformas na edificação ainda sob construção de terra. A construção de pedra e cal foi realizada em outra reforma, no final do século 17. Além de fortificação estratégica, já que fazia cruzamento com o forte do Barbalho e tinha plena visão da Baía de Todos os Santos, o prédio foi destinado a vários usos, inclusive e por várias vezes, como prisão. Já na década de 1950, foi transformado em Casa de Detenção só vindo a ser desativada em 1976, sendo que, durante o regime militar, abrigou presos políticos.



A edificação chegou a ser ocupada por populares e depredada, mas em 1997, o Ministério da Cultura e o IPAC iniciaram novos estudos para a sua restauração e reativação, concluída em 2006. Atualmente o forte sedia diversas ações de caráter social, educativo e fundamentalmente cultural, desde as atividades regulares das academias de capoeira até eventos que trabalham com linguagens e manifestações artísticas.



Assessoria de Comunicação – IPAC – em 03.11.2010


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