IPAC abre discussão sobre festas em espaços urbanos

27/06/2011

 


Evento acontece nesta quarta-feira, dia 29, a partir das 14 horas, no auditório do Conselho Estadual de Cultura da Bahia (CEC), Palácio da Aclamação, em Salvador


 


O que as áreas do Farol da Barra, Terreiro de Jesus, Praça Castro Alves, Rua Chile, largos do Rio Vermelho, Cruz do Pascoal, Pelourinho, Carmo e Santo Antônio têm em comum?


 


Poucas pessoas sabem, mas todos estão em áreas tombadas como patrimônios culturais ou têm vizinhança imediata com edificações que são, oficialmente, bens culturais do Brasil ou da Bahia. Isso significa que esses trechos urbanos não podem ser modificados ou sofrer impactos estruturais que ameacem suas existências para usufruto pleno de gerações futuras.


 


O Forte de Santo Antônio, por exemplo, reedificado em 1696 na ponta do padrão, na Barra, onde está instalado o farol, é tombado como Patrimônio do Brasil através do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) do Ministério da Cultura (MinC), assim como, o Forte de Santa Maria, no Porto da Barra.


 


A Praça Castro Alves, Terreiro, Rua Chile, largos do Pelourinho, Carmo, Cruz do Pascoal e de Santo Antônio, estão todos sob proteção do Iphan/MinC, na poligonal de tombamento federal do Centro Histórico de Salvador (CHS), onde igualmente se encontram dezenas de prédios tombados individualmente.


 


Já o Edifício Oceania – em frente ao farol – tem projeto de 1932 em estilo arquitetônico influenciado pelo movimento Art Déco precursor do modernismo no país e está tombado provisoriamente pelo Estado da Bahia, assim como, o Forte de São Diogo (Porto da Barra) e o Largo do Rio Vermelho.


 


Com o objetivo de discutir a realização de festas populares nesses espaços urbanos preservados pelos poderes públicos, o Instituto do Patrimônio Artístico Cultural da Bahia (IPAC), autarquia da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBa), abre debate sobre o tema nesta quarta-feira, dia 29, a partir das 14 horas, no auditório do Conselho Estadual de Cultura da Bahia (CEC), localizado no anexo do Palácio da Aclamação (Avenida 7 de Setembro, nº1330), em Salvador.


 


O evento é aberto ao público interessado e discutirá ainda acerca das ações de salvaguarda dos poderes públicos para com as Festas Populares registradas como Patrimônios Imateriais. A iniciativa integra o Projeto ‘Conversando sobre Patrimônio’ do IPAC que já abriu discussões sobre a área da Soledade em Salvador, o Patrimônio Cultural Afrobrasileiro e o Guia de Arquitetura e Paisagem de Salvador e Recôncavo.


 


“Esta é a quarta edição do projeto neste ano (2011)”, explica o coordenador do projeto, o historiador da Assessoria Técnica (Astec) do IPAC, Igor Souza. Segundo ele, o projeto foi criado para auxiliar ações do Instituto, possibilitar que a sociedade tenha acesso ao conhecimento científico produzido por especialistas e às conceituações que daí se desdobram. “É obrigação do IPAC difundir suas produções científicas, proporcionar debates e a escuta pública acerca das temáticas dos bens culturais”, diz Souza.


 


Como debatedores o evento terá as presenças do especialista Jânio Castro, doutor em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal da Bahia (Ufba); do professor Paulo Miguez, doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Ufba, professor do Ihac/Ufba e Conselheiro Estadual de Cultura; e do produtor cultural e fundador da Associação Viva Salvador, Dimitri Ganzelevitch. Como moderadora da mesa, a mestre em Arquitetura e Urbanismo e especialista em Restauração e Conservação de Monumentos e Centros Históricos (Ufba) e assessora da superintendência do Iphan/BA, Carmita Baltar.


 


Os próximos encontros do projeto devem discutir a Reformulação da Lei Estadual do Patrimônio, a Política Nacional de Patrimônio, a Experiência do ICMS-Cultural de Minas Gerais e os Circuitos Arqueológicos da parceria entre Ufba e IPAC na Chapada Diamantina.


 


As palestras são sempre abertas ao público. A entrada se dará até a lotação máxima do auditório do CEC. Mais informações via telefones (71) 3117-6491 e 3117-6492, ou endereço eletrônico astec.ipac@gmail.com. Confira ainda o site www.ipac.ba.gov.br.


 


FOTOS anexas e no Flickr/SecultBA: http://www.flickr.com/photos/secultba/sets/72157626857358755/


Crédito Fotográfico obrigatório: Lei nº 9610/98


 


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