IPAC lança livro sobre Festa da Boa Morte dia 25 de junho

14/06/2011

A Festa da Boa Morte foi reconhecida oficialmente como Patrimônio Cultural Imaterial da Bahia através de decreto do Governador Jaques Wagner em junho do ano passado (2010) e a reedição do livro dia 25 trás trechos do dossiê do IPAC sobre a Irmandade e a festividade


 


Próximo dia 25 de junho (2011), quando o Governo do Estado transfere sua administração para Cachoeira em função do início dos festejos comemorativos pelas ‘Lutas de Independência da Bahia’ que culminam com o Cortejo do 2 de Julho, o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), autarquia da Secretaria de Cultura (SecultBA), apresenta nessa cidade a reedição do livro e do documentário-DVD “Festa da Boa Morte”.



A Festa da Boa Morte foi reconhecida oficialmente como Patrimônio Cultural através de decreto do governador Jaques Wagner em junho do ano passado (2010) e, por isso, o IPAC elaborou o livro, já que tem obrigação regimental de dar conhecimento público das pesquisas, textos e conhecimentos científicos que a sua equipe técnica multidisciplinar produz. O livro trás trechos do dossiê do IPAC que possibilitou o registro da Festa como patrimônio cultural imaterial.



A iniciativa integra a série de publicações do IPAC, em parceria com a Fundação Pedro Calmon (FPC), que possibilitam a difusão da memória e reflexões sobre bens culturais intangíveis da Bahia, garantindo a salvaguarda de manifestações, como a Festa da Boa Morte, que são patrimônios culturais do povo baiano.



De acordo com o diretor geral do IPAC, Frederico Mendonça, a série intitulada ‘Cadernos do IPAC’ reúne trabalhos desenvolvidos pelas equipes de especialistas da instituição, além de trechos dos dossiês dos bens intangíveis. “O livro e o DVD colaboram também com a formulação da política pública de educação patrimonial já que são distribuídos em escolas e faculdades”, afirma Mendonça. O livro e vídeodocumentário foram distribuídos nas redes públicas de ensino, faculdades, universidades e entidades artístico-culturais.



O livro é composto por 124 páginas, 18 fotografias, no formato de 21 por29,7 centímetros, fechado. Dentre os textos e capítulos estão artigo sobre Metodologia de autoria da coordenadora de Educação Patrimonial do IPAC, Ednalva Queiroz, texto intitulado “Cachoeira: ponto de confluência do Recôncavo Baiano” de Magnair Barbosa, que também escreve o artigo “Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte: entre o Aiyê e o Orum”. Magnair contribui, ainda, com “Organização hierárquica e relação de poder”. A publicação ganha destaque com um artigo inédito do conceituado antropólogo e museólogo Raul Lody, intitulado “Abiyamo Obirin Di Oku: mãe, mulher, morte”. O livro é finalizado com os depoimentos das irmãs da Irmandade da Boa Morte e com o parecer técnico que permitiu o registro oficial da Festa como Patrimônio Imaterial.



POLÍTICA PÚBLICA de PATRIMÔNIO CULTURAL - Nos últimos quatro anos a Bahia se destacou como referência nacional por trabalhos que visam a salvaguarda dos seus patrimônios imateriais. Os lançamentos do IPAC são mais uma ação que reafirma essa posição. “Através de decretos, o governador já possibilitou, de 2007 a 2010, os reconhecimentos de Patrimônios Imateriais da Festa da Boa Morte em Cachoeira, Carnaval de Maragojipe nesta cidade e Festa de Santa Bárbara em Salvador”, relata o diretor Frederico Mendonça. Em 2011 foi a vez do lançamento do livro sobre o ‘Desfile dos Afoxés’ que também se tornou Patrimônio Imaterial da Bahia.



A distinção de imaterial ou intangível começou a ser utilizada a partir de 1997 pela Organização das Nações Unidas para Educação Ciência e Cultura (Unesco). Modos de fazer, ofícios tradicionais, celebrações, festas, danças e outras manifestações são exemplos de bens imateriais. O patrimônio imaterial abrange tradições que determinado grupo pratica e deseja preservar em respeito à ancestralidade, à importância do ato e com objetivo de resguardá-las.



“Com o registro oficial esses patrimônios imateriais passam a ter prioridade nos programas e linhas de financiamento cultural municipais, federais e até internacionais, facilitando a preservação dessas tradições”, enfatiza o gerente de Patrimônio Imaterial do IPAC, Mateus Torres.



Os estudos para o registro de um bem imaterial duram de seis meses até dois anos, a depender do tema pesquisado. “O dossiê deve provar, através de reconstituição histórica, com registros documentais, imagéticos e depoimentos, que é um bem a ser considerado Patrimônio do Estado e não somente de uma localidade”, esclarece Torres.



As prefeituras são responsáveis por patrimônios de relevância municipal, o governo estadual por bens de representatividade para a Bahia, enquanto o governo federal fica com tutela dos bens de proeminência nacional. Mais informações são obtidas no site www.ipac.ba.gov.br ou na Gepel/IPAC via telefone (71) 3116-6741.



Assessoria de Comunicação – IPAC – em 14.06.2011 - Jornalista responsável Geraldo Moniz (drt-ba 1498) – (71) 8731-2641 –Contatos: (71) 3117-6490, 3116-6673, ascom.ipac@ipac.ba.gov.brwww.ipac.ba.gov.br - Facebook: Ipacba Patrimônio - Twitter: @ipac_ba