JUNHO

11/06/2012
Simpatias, rezas, apresentação de quadrilha e muito forró marcam a abertura da mostra Altares Juninos, no dia 12 de junho, às 17h, na Galeria Solar Ferrão. Com o objetivo de celebrar uma das maiores manifestações populares do país, a mostra homenageia os três santos juninos – Santo Antônio, São João e São Pedro – e apresenta ao público os tradicionais altares montados em devoção a eles. Realizada pelo Solar Ferrão, Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica e Museu Tempostal, a mostra integra a programação da Secretaria de Cultura do Estado para os Festejos Juninos no Pelourinho.

Altares Juninos é resultado de uma série de oficinas promovidas pelo Núcleo de Ações Socioculturais e Educativas da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia, entre os dias 31 de maio e 06 de junho, no Solar Ferrão. A atividade foi desenvolvida junto à comunidade do Centro Histórico, que, além de ter participado da confecção e montagem da mostra, teve a oportunidade de conhecer um pouco mais da história e tradição das manifestações juninas no Brasil. “Nas oficinas, além de revisitar a memória dos três santos, acabamos revisitando também as histórias de vida dos participantes, que trouxeram suas experiências e fizeram dessa atividade um momento de troca e de alegria”, relatou o arte-educador Ubirajara Santos, coordenador do projeto.

Para a diretora de Museus do IPAC, Maria Célia T. Moura Santos, “a ação permite ampliar as possibilidades de comunicação entre os museus e a comunidade, reafirmando o compromisso da Dimus com o desenvolvimento de atividade associadas ao lazer e à produção do conhecimento”. E os festejos juninos, ressalta ela, são uma excelente oportunidade para atingir estes objetivo.

Também integra a mostra um vídeo com depoimentos de moradores do Centro Histórico. Maria do Socorro Pinto, 70 anos, é uma das entrevistadas e afirma seu compromisso com a tradição familiar que vem passando para os netos. “Para mim, a devoção a Santo Antônio é algo muito especial. Cada membro da família assume uma responsabilidade, contribuindo na preservação de uma tradição deixada pelos nossos ancestrais”, diz emocionada. Além dela, a cabeleireira especializada em penteados afro, Negra Jhô, a quituteira Alaíde do Feijão, o cantor Portela Açúcar e o mestre de cerimônia da Irmandade do Divino Espírito Santo, Sabino Braga Torres, também falam sobre sua relação com os festejos juninos.

Durante o evento de abertura, o público poderá vivenciar uma típica festa junina com direito a reza cantada, apresentação da quadrilha Forrozinho Junino, tradicional forró pé de serra ao som da sanfona de Cicinho de Assis e quitutes da estação. E para que todos tenham fartura, serão distribuídos os tradicionais pãezinhos de Santo Antônio. A mostra pode ser visitada pelo público até 05 de julho, de terça a sexta, das 12h às 18h, e fins de semana e feriados, entre 12h e 17h.

Festejos Juninos - estão historicamente associados aos rituais pagãos de celebração da chegada do verão nos países europeus. Eram realizados em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e prosperidade nas colheitas. A partir do século VI, a festa que acontecia no dia 24 de junho foi associada ao catolicismo e passou a ser denominada de “Joanina” em homenagem a São João Batista, por causa da data de seu nascimento. Como Santo Antônio era celebrado no dia 13 e São Pedro no dia 29 do mesmo mês, a festa passou a ser dedicada aos três. Nessa época, Portugal, Itália, França e Espanha já reconheciam esses festejos como parte de suas celebrações religiosas. As festas juninas foram trazidas para o Brasil no período colonial pelos portugueses e aqui assumiram características próprias, recebendo influências das culturas indígenas e africanas.

Ciclo de Festejos Juninos no Pelô - Durante o mês de junho, o forró, seja ele tradicional, eletrônico ou universitário, irá aquecer suas turbinas para o São João no Pelourinho. Através do projeto Ciclo de Festejos Juninos no Pelô, o Centro de Culturas Populares e Identitárias, órgão da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, promove nos Largos Pedro Archanjo, Quincas Berro D’Água e Tereza Batista uma programação recheada de atrações do gênero, antes e depois do São João.

Para se preparar para a grande festa, que esse ano acontece no Centro Histórico entre os dias 21 e 24 de junho, o projeto busca estender as comemorações juninas, fazendo delas um ciclo que inicia com a chegada do mês, e se estende até o final dele. A ideia é garantir bastante forró nos Largos do Pelô e fazer com que os espaços já reúnam os amantes do tradicional ritmo nordestino, como um ponto de encontro.

A agenda tem início a partir do dia 08 de junho, e já conta com atrações garantidas pelo projeto Ciclo de Festejos Juninos no Pelô, onde artistas credenciados através de chamamento público irão se apresentar gratuitamente nos três largos. O projeto vai promover a programação de pré e pós São João, incluindo o tradicional tríduo a Santo Antônio, rezado e festejado no Pelourinho de 11 a 13 de junho, e as comemorações a São Pedro, com eventos nos dias 29 e 30 de junho.

Serviço:

O que: Mostra Altares Juninos
Onde: Galeria Solar Ferrão. Rua Gregório de Mattos, 45, Pelourinho, Salvador. Tel.: (71) 3117-6357.
Quando: Abertura dia 12 de junho, às 17h. Visitação: terça a sexta, 12h às 18h. Sábados, domingos e feriados, 12h às 17h. Até o dia 05 de julho. Gratuito.