Memória e difusão de Santa Bárbara são garantidas com livro inédito do IPAC

01/12/2010

Com 78 páginas, 24 fotos e mapas, livro conta os 300 anos de história da Festa de Santa Bárbara, com artigos inéditos sobre a santa católica, a deusa yorubá Oyá e a devoção que atrai milhares de pessoas de vários lugares do Brasil e do mundo, para a manifestação que acontece no Centro Histórico de Salvador todos os dias 4 de dezembro



Tornada oficialmente bem público imaterial da cultura baiana através de decreto do governador Jaques Wagner em dezembro de 2008, aFesta de Santa Bárbara – que acontece no Pelourinho, Centro Histórico de Salvador – ganha neste sábado, dia 4 (dezembro, 2010), mais um produto para preservar a sua memória e difusão em escolas, colégios, bibliotecas, faculdades e universidades, e outras instituições culturais.



Trata-se do livro “Festa de Santa Bárbara”, quinta edição da série Cadernos do IPAC, que de2007 a2010 já publicou livros sobre Pano da Costa, Festa da Boa Morte, Carnaval de Maragojipe e Desfile dos Afoxés, este último lançado ontem (30) no Palácio da Aclamação. A iniciativa é do Instituto do Patrimônio do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) da secretaria estadual de Cultura (SecultBA).



Segundo o diretor geral do IPAC, Frederico Mendonça, a publicação dos dados e informações produzidas pelas equipes técnicas multidisciplinares do Instituto é uma obrigação regimental. “Temos que tornar público o conhecimento científico produzido na instituição e um deles é o dossiê de pesquisas que fundamentam os registros dos patrimônios imateriais da Bahia, como a Festa da Boa Morte”, ressalta Mendonça.



O gestor estadual destaca que os livros serão distribuídos para bibliotecas de todo o estado através da Fundação Pedro Calmon – parceira das edições Cadernos do IPAC – e trabalhados pelos sistemas públicos de ensino estadual e municipais. Para Mendonça, o patrimônio intangível, como as festas e celebrações de um povo, só resistem ao tempo e sobrevivem, como a Festa de Santa Bárbara sobreviveu por três séculos, graças ao desejo de uma comunidade de repassar aquela herança para as gerações futuras.



“Ao fornecer a chancela de bem cultural imaterial, o Estado passa a ser partícipe desse processo de resistência ao tempo e por isso o IPAC apóia financeiramente a festa e faz produtos como o livro”, diz Mendonça. Através do IPAC/SecultBA o governo estadual promove a montagem de palco no largo do Pelourinho, sistema de som, decoração de andores, palco e barracas de comerciantes, camisas e grupo de cântico, além de carurus de algumas associações, como a do Mercado de Santa Bárbara. “O apoio é vital para a Irmandade e a comunidade que participa da festa”, afirma o Prior da Irmandade dos Homens Pretos, Júlio César Soares, entidade organizadora do festejo.



HISTÓRIAA Festa de Santa Bárbara remonta ao ano de 1639, quando o casal Francisco Pereira e Andressa Araújo construiu capela devocional no comércio às margens da Baía de Todos os Santos, em Salvador. Desde então a festividade, transferida para o Pelourinho, tornou-se não somente fonte de fé para católicos como também para adeptos da religiosidade de matrizes africanas, que chegam de diversos estados brasileiros e até de fora do Brasil para participar da festa e procissão em Salvador. A programação (ANEXA) inclui tríduo de celebrações eucarísticas que começou hoje (01.12) e termina na sexta-feira (03) na Igreja da Ordem 3ª do Carmo – já que a igreja Rosário dos Pretos está em obras de restauração pelo IPAC com investimento de R$ 2,3 milhões do Ministério do Turismo e Governo da Bahia.



No sábado, dia 4, às 5h30, ocorre salva de fogos de artifício na alvorada e às 8h00 começa a missa celebrada em palco montado no Largo do Pelourinho. Ao término da missa será lançado o livro. Depois é iniciada a procissão que percorre a Rua Gregório de Mattos, seguindo pelo Terreiro de Jesus, Praça da Sé, Praça Municipal, Ladeira da Praça, Praça dos Veteranos – quando a procissão Adentra o Corpo de Bombeiros – passando pela Baixa dos Sapateiros até o Mercado de Santa Bárbara. Mais informações na Irmandade do Rosário dos Pretos, através do Tel. (71) 3241-5781.



Assessoria de Comunicação – IPAC – em 01.12.2010 - Jornalista responsável Geraldo Moniz (1498-MTBa) – (71) 8731-2641


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