Missão norte-americana de 1906 no centro da Bahia será tombada pelo IPAC

23/03/2011

Wagner é um município brasileiro do estado da Bahia. Localiza-se a uma latitude 12º17'13" sul e a uma longitude 41º10'06" oeste distando390 kmda capital Salvador a uma altitude de460 metrosna Chapada Diamantina. Sua população estimada em 2004 era de 9 562 habitantes. Possui uma área de 417,595 km² e é circunvizinhada pelos municípios: Ruy Barbosa, Lagedinho, Lençóis, Utinga e Bonito. O acesso principal se dá pela BR-242, seguindo depois ao norte pela a BA-142.



Urbanizada a partir da década de 1930 e com projeto arquitetônico posterior, em1999, aPraça da Sé, teve nos últimos 10 anos a fachada de um imóvel que provocou reclamações de urbanistas, comerciantes e freqüentadores do Centro Histórico de Salvador (CHS).



Os imóveis números 26 e 28, localizados no lado Leste da praça, formavam uma casa que tem fachada em vidros pretos provocando desequilíbrio arquitetônico-estético e fugindo do contexto histórico local. Enquanto este imóvel estava com vidro escuro, todas as outras casas que ladeiam a praça permaneciam com fachadas típicas do final do século 19 e do início do século 20, com janelas e portas altas, gradis e detalhes arquitetônicos e decorativos dessa época.



Com cinco pavimentos,15 metrosde altura e nove de largura, a fachada já está em fase final de reforma, com conclusão prevista para abril (2011). “A ideia foi trabalhar a desmaterialização visual e gradual do edifício para alinhar com a arquitetura da praça e o seu casario”, explica o gerente de Conservação do Instituto do Patrimônio Artístico Cultural da Bahia (IPAC), José Carlos Matta. Autarquia da secretaria estadual de Cultura (SecultBA), o IPAC é responsável por essa obra com investimento de R$ 761,7 mil.



Para o arquiteto do projeto, Chico Mazzoni, a intervenção constituiu-se na correção de uma interpretação arquitetônica equivocada que pretendeu inserir um exemplo de arquitetura contemporânea em ambiente histórico específico, erro que perdurou por 10 anos. “O objetivo é criar nova imagem do edifício, interpretando a sua história, assim como, a continuidade e rupturas históricas da praça, para formar uma imagem mais unitária e harmoniosa com o entorno”, diz o arquiteto.



A Praça da Sé está inserida na área federal do CHS tombada como bem cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Segundo determina Constituição de 1988 e a legislação municipal, os imóveis dessa área devem ser mantidos por seus proprietários. A administração do CHS é da Prefeitura Municipal, mas, como o local é tombado pelo Iphan, esse órgão federal passa a ter tutela também nessa parte da capital baiana. Por isso, a reforma da fachada também foi aprovada pelo Iphan.



Com 44 anos de existência, o IPAC é referência no Brasil em ações de patrimônio cultural e está finalizando outras obras no CHS, como 15 imóveis no Pelourinho com investimento de R$ 237 mil. Recuperaram-se telhados, esquadrias, janelas, fachadas, gradis, rampas, portões, lajes e guaritas. Ainda no CHS o IPAC termina a restauração da igreja Rosário dos Pretos e igreja e cemitério do Pilar. Já o Palácio Rio Branco – atual sede da SecultBA –, a Casa das Sete Mortes e a igreja do Boqueirão foram restauradas pelo IPAC de2008 a2010.



Em Cachoeira e Lençóis, o IPAC coordena o programa Monumenta do governo federal. “Já foram investidos cerca de R$ 40 milhões nas duas cidades via Monumenta”, relata o gerente do IPAC. “Foram restaurados cerca de 80 imóveis públicos, privados, igrejas, conventos e monumentos tombados pelo Iphan e recuperadas as orlas fluviais de Cachoeira, São Félix e Lençóis”, completa Matta. Os recursos do Monumenta são da União, financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e contrapartida do Governo da Bahia. Com tantas manutenções prediais e restaurações, o IPAC já gerenciou mais de R$ 60 milhões. Mais informações sobre o IPAC, no site www.ipac.ba.gov.br.



Assessoria de Comunicação IPAC – em 23.03.2011 - Jornalista responsável Geraldo Moniz (drt-ba 1498) – (71) 8731-2641 – Texto base: estagiária Natali Reis e Geraldo Moniz. Contatos: (71) 3117-6490, ascom.ipac@ipac.ba.gov.brwww.ipac.ba.gov.br - Facebook: Ipacba Patrimônio - Twitter: @ipac_ba