As obras de requalificação urbana da Orla de São Félix, cidade localizada a 110km de Salvador, já estão prontas para serem entregues a população do Recôncavo e turistas que freqüentam essa localidade. A expectativa é que a orla seja inaugurada pelo governador Jaques Wagner no final de junho, dia 25, quando acontece, oficialmente, a transferência do Governo da Bahia para Cachoeira em comemoração aos festejos da Independência da Bahia, que culmina com o Cortejo do 2 de julho em Salvador.
Orçada em R$ 2,4 milhões a obra recebeu sua última vistoria técnica na quinta-feira, dia 3 (junho, 2010), do secretário de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), Márcio Meirelles, acompanhado do prefeito de São Félix, Alexandro Brito, o diretor geral do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac) – órgão responsável pela licitação e serviços realizados – Frederico Mendonça, além de arquitetos, engenheiros e fiscais estaduais.
“A requalificação da orla de São Félix complementa ações coordenadas pelo Ipac/Secult nessas duas cidades que totalizam mais de R$ 36 milhões do Programa Monumenta do Iphan/MinC e contrapartida do Governo da Bahia”, explicou Meirelles durante a visita. A iniciativa já a orla de Cachoeira, 80 imóveis públicos, privados e monumentos tombados pelo Iphan, como o Conjunto da Ordem do Carmo, igrejas Matriz de N.S. do Rosário, do Monte e Rosarinho, capela da Ajuda, casa natal de Ana Nery, os antigos fórum e arquivo público municipal, entre outras edificações importantes.
A comitiva do secretário de Cultura também se reuniu com representantes da prefeitura de Cachoeira para conversar sobre outras ações culturais na cidade e a programação prevista para o dia 25, quando a Secult/Ipac deve lançar publicação sobre o Carnaval de Maragojipe, anunciar registro da Festa da Boa Morte como Patrimônio Imaterial da Bahia e lançar o vídeo-documentário sobre o Cortejo do 2 de Julho, que já é, oficialmente, patrimônio baiano. Na oportunidade, o secretário Márcio também apresentou o vídeo-documentário para apreciação das irmãs da Irmandade da Boa Morte.
Segundo o diretor do Ipac, para a inauguraçãoem São Félixfaltam apenas o revestimento de trechos das jardineiras, colocação dos refletores de iluminação cênica ao longo da orla e pequenos detalhes de acabamento. “Foram realizados serviços preliminares de limpeza, demolições e proteção de elementos arquitetônicos, para depois pavimentarmos a avenida, construirmos faixas de rodagem, 52 vagas para veículos, calçamento de passeios e construção de rampas para portadores de necessidades especiais”, disse Mendonça.
O IPAC reconstruiu e recuperou a balaustrada, implantou novos postes de iluminação, caixas de árvore, drenagem, bueiros e grelhas, recuperou meio-fios e arruamentos, além de construir quiosque com sanitário e colocado grandes bancos recobertos de granito ao longo da orla. Serviços de jardinagem e terraplanagem de área para práticas esportivas, à beira-rio, complementam as ações.
“Além de devolver uma orla qualificada, esse projeto permite um diálogo mais digno e ininterrupto de São Félix com os monumentos da cidade, com a ponte D. Pedro II – tombada como patrimônio da Bahia – e com a cidade de Cachoeira que é patrimônio nacional através de tombamento do Iphan”, ressaltou o diretor do Ipac. Na orla restaurada de São Félix estão alguns equipamentos culturais, como Centro Dannemann onde é realizada a Bienal de Artes do Recôncavo. Outras informações sobre ações do Ipac/Secult em Cachoeira e São Félix podem ser econcontradas no site www.ipac.ba.gov.br.
Assessoria de Comunicação – IPAC - Em 04.06.2010
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