Soledade e Lapinha, bairros conhecidos por deter um dos conjuntos arquitetônicos dos séculos 18, 19 e 20 mais especiais e preservados de Salvador, com suas Festas de Reis e Cortejo do 2 de Julho, serão o tema principal do Projeto Conversando sobre Patrimônio, na próxima quarta-feira, dia 13, às 14h, no auditório do Conselho Estadual de Cultura da Bahia (CEC, http://conselhodeculturaba.wordpress.com/).
O projeto é uma iniciativa do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), da secretaria estadual de Cultura (SecultBA), aberto ao público interessado e acontece mensalmente para abordar temáticas relacionadas aos bens culturais baianos, sejam eles materiais ou imateriais.
O tema remete ainda à antiga Estrada das Boiadas, hoje, Avenida Lima e Silva, no bairro da Liberdade, conhecida também como Estrada da Liberdade, que foi o itinerário exato do exército libertador da capital baiana em 1823. “O Cortejo 2 de Julho está inscrito no Livro Especial dos Eventos e Celebrações da Bahia, desde 2006, e é oficialmente considerado Patrimônio Cultural da Bahia graças aos estudos e a proposta do IPAC”, explica o gerente de Patrimônio Imaterial do Instituto, Mateus Torres.
“A discussão entre o patrimônio material e imaterial é indispensável para a manutenção do 2 de Julho, preservação do casario e do tecido urbano da Lapinha e Soledade”, comenta a mestre em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), Mariely Santana, uma das integrantes da mesa do debate.
Outro palestrante será o antropólogo Ordep Serra, doutor em Antropologia pela Universidade de São Paulo, ex-diretor do IPAC e ex-Pró Reitor de Extensão da Ufba. Luiz Cardoso, doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Ufba e coordenador de Diagnóstico da Soledade também fará palestra. As falas serão mediadas pela arquiteta Elisabete Gándara, diretora de Preservação do Patrimônio Cultural do IPAC.
O evento mensal objetiva salvaguardar bens culturais e fortalecer conhecimentos identitários, fomentando palestras e debates com especialistas para subsidiar as políticas públicas estaduais de proteção ao patrimônio cultural. O público que mais tem se agregado à ação são pesquisadores e professores universitários, dirigentes e agentes culturais, estudantes, representantes sociais e técnicos municipais, estaduais e federais das áreas de história, sociologia, arquitetura e urbanismo.
O Conselho Estadual de Cultura fica no anexo do Palácio da Aclamação, na Avenida 7 de Setembro, n° 1330, Campo Grande. As palestras do projeto são sempre abertas ao público. A entrada se dará até a lotação máxima do auditório. Mais informações nos telefones (71) 3117-6491 e 3117-6492, ou endereço eletrônico astec.ipac@gmail.com. Confira ainda o site www.ipac.ba.gov.br.
Assessoria de Comunicação – IPAC – em 08.07.2011 - Jornalista responsável Geraldo Moniz (drt-ba 1498) – (71) 8731-2641 Texto-base: estagiária Natali Reis - Contatos: (71) 3117-6490, 3116-6673, ascom.ipac@ipac.ba.gov.br - www.ipac.ba.gov.br - Facebook: Ipacba Patrimônio - Twitter: @ipac_ba