19/05/2015

Fruto de convênio firmado entre a Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres (SPM) e Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), o “Projeto Margaridas”, voltado às moradoras rurais dos municípios baianos, será lançado nesta quarta-feira (15), a partir das 9hs, em Salvador. O objetivo da ação, pioneira na área, é promover a cidadania, autonomia econômica e social, além de prevenir a violência doméstica. A titular da SPM, Lúcia Barbosa e representantes das organizações parcerias participam do evento.
Com execução prevista para dois anos, o Projeto Margaridas tem como meta beneficiar mais de 21 mil mulheres, com iniciativas como emissão de documentação das trabalhadoras rurais, ação já iniciada em mais de 30 municípios; formação de câmaras temáticas de mulheres; apoio a projetos produtivos e organizações sociais, entre outras. No encontro, serão assinados termos de cooperação com mais de dez secretarias e órgãos governamentais, para viabilizar as ações. O evento terá prosseguimento no dia seguinte, para planejamento dos trabalhos.
História de luta – O nome do projeto é uma homenagem à líder sindical Margarida Alves, trabalhadora rural da Paraíba, assassinada em 12 de agosto de 1983, após uma trajetória de luta pela garantia de direitos trabalhistas rurais. A sua morte é tida como um símbolo político, representativo das mulheres rurais, que deram seu nome ao evento mais emblemático que realizam – a Marcha das Margaridas, uma mobilização nacional que reúne milhares de mulheres trabalhadoras rurais todo dia 12 de agosto, em Brasília.
Serviço:
O quê: Lançamento do Projeto Margaridas – Inclusão social e produtiva de mulheres trabalhadoras rurais
Quando: Quarta-feira (15 de agosto), a partir das 09hs
Planejamento no dia seguinte (16 de agosto), a partir das 09hs
Onde: Auditório da Secretaria de Turismo (Setur)
Av. Tancredo Neves, 776 – 5º andar
Mesmo prédio da Secretaria de Turismo (Setur) e Desenbahia
Mais informações:
Ação exclusiva para mulheres – O público-alvo do projeto são as mulheres trabalhadoras rurais, visando atender agricultoras familiares; assentadas da reforma agrária; mulheres jovens rurais; marisqueiras e pescadoras artesanais; mulheres quilombolas; além de mulheres indígenas.
Os resultados esperados são:
- Rede de mulheres constituídas nos 27 territórios;
- Câmaras Temáticas de Mulheres constituídas nos Territórios de Identidade;
- Mulheres com conhecimentos sobre o tema da violência contra as mulheres;
- Mulheres com conhecimentos acerca da importância da documentação da trabalhadora rural;
- Mulheres com acesso à documentação civil;
- Grupos de mulheres mapeados com informações acerca da produção;
- Mulheres com conhecimentos sobre políticas públicas voltadas à questão de gênero, economia feminista, violência contra as mulheres.