20/05/2015

Camponesas das diversas regiões baianas estão reunidas, até esta sexta-feira (25), no Seminário Estadual de Mulheres Trabalhadoras Rurais, realizado pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar no Estado da Bahia (Fetag), no município de São Gonçalo dos Campos, a 108 Km de Salvador. O evento, que teve sua abertura nesta quinta (24), debaterá temas como a violência doméstica contra a mulher, controle social e participação das mulheres, crédito rural, direitos previdenciários, sindicalismo rural, entre outros. Além do segmento feminino, o encontro conta com a participação de representações do governo do Estado, governo Federal, e da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG).
A titular da Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres (SPM), Lúcia Barbosa (foto), participou do início das atividades, destacando o papel da Fetag na organização da luta do povo do campo e da construção de políticas públicas com participação dos movimentos organizados. Para ela, porém, é preciso avançar em questões como o combate ao machismo histórico da sociedade, que impede a efetivação de um ambiente de igualdade de gênero. “Se o patriarcado é forte na cidade, é muito mais intenso no campo”, disse. Ela ainda lembrou iniciativas em andamento, destinadas à melhoria da vida das mulheres rurais, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), Luz para Todos, além das recentes Unidades Móveis de Atendimento à Mulher, recebidas pela Bahia, para uso exclusivo em áreas rurais.
Outubro Rosa – Além de palestras e discussões, o evento ainda conta com serviços voltados à saúde da mulher, com uma unidade da campanha Outubro Rosa. No local, as mulheres realizam procedimentos com foco na prevenção e detecção do câncer de mama, semelhante ao que acontece em diversos municípios da Bahia, ação coordenada pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab). Moradora de Araçás, Maria do Carmo Oliveira foi uma das atendidas. “Gostei muito. É importante fazer a prevenção, porque a saúde está em primeiro lugar, na minha opinião”, afirmou a trabalhadora rural.
Fotos: Kleidir Costa/SPM-BA