23/09/2015
FONTE: IBAHIA.COM
A Semana da Mãe Preta, promovida pela Associação Cultural Ilê Aiyê, ligada ao bloco afro, começou nesta terça-feira, 22, no Curuzu (Liberdade) com a apresentação do filme Vista Minha Pele e a visita de alunos da Escola Mãe Hilda e da Band'Erê ao Ilê Axé Jitolu, terreiro onde surgiu O Mais Belo dos Belos, em 1974.
À tarde, as crianças participaram de oficina de colagem e desenhos em cartazes e fizeram um painel. O tema foi o mesmo da 37ª edição da semana: Mulher Negra, Identidade e Racismo - Recôncavo Baiano e Afrodescendência.
As atividades vão até a próxima segunda-feira, com palestras, debates, oficinas e exibições audiovisuais para crianças do bairro.
O ponto alto desta edição será a participação do secretário da Cultura do estado, Jorge Portugal, nesta quinta-feira, 24, às 19h. Natural do Recôncavo, ele falará sobre a afrodescendência. A atividade é um pontapé inicial no calendário do Ilê Aiyê até o Carnaval 2016, já que o tema dos desfiles do bloco em 2016 será justamente as belezas afro-brasileiras do Recôncavo.
História
Segundo a coordenadora da Band'Erê, Maria Aparecida Mesquita, as atividades realizadas se destinam a ensinar às crianças a história das mulheres negras importantes para o país, como mãe Hilda de Jitolu. "Nossa história não é contada nos livros didáticos, mas aqui as crianças têm esse conteúdo", disse ela, explicando ainda que as ações dão conta de reforçar o compromisso do Ilê com a Lei 10.639/03, que determina o estudo da cultura afro-brasileira nas escolas.
Participante das oficinas da escola da associação, Natália Ayla Miranda, 11, acha importante o trabalho que desenvolveu com os colegas. É legal porque valoriza as mulheres negras, que por muito tempo eram humilhadas", diz ela numa defesa do empoderamento (conscientização, criação, conquista da condição e da capacidade de participação, inclusão social e exercício da cidadania).
"Temos que bater palmas para essas professoras porque em outros lugares não vemos nossa história assim". Quem também defende o ponto de vista é Isabelle Vitória, estudante do 5º ano na Escola Mãe Hilda e instrumentista da Band'Erê. "Gosto daqui porque tratamos das mulheres negras guerreiras, que já lutavam quando a gente nem era nascida, que eram amas de leite há muito tempo", disse.
À tarde, as crianças participaram de oficina de colagem e desenhos em cartazes e fizeram um painel. O tema foi o mesmo da 37ª edição da semana: Mulher Negra, Identidade e Racismo - Recôncavo Baiano e Afrodescendência.
As atividades vão até a próxima segunda-feira, com palestras, debates, oficinas e exibições audiovisuais para crianças do bairro.
O ponto alto desta edição será a participação do secretário da Cultura do estado, Jorge Portugal, nesta quinta-feira, 24, às 19h. Natural do Recôncavo, ele falará sobre a afrodescendência. A atividade é um pontapé inicial no calendário do Ilê Aiyê até o Carnaval 2016, já que o tema dos desfiles do bloco em 2016 será justamente as belezas afro-brasileiras do Recôncavo.
História
Segundo a coordenadora da Band'Erê, Maria Aparecida Mesquita, as atividades realizadas se destinam a ensinar às crianças a história das mulheres negras importantes para o país, como mãe Hilda de Jitolu. "Nossa história não é contada nos livros didáticos, mas aqui as crianças têm esse conteúdo", disse ela, explicando ainda que as ações dão conta de reforçar o compromisso do Ilê com a Lei 10.639/03, que determina o estudo da cultura afro-brasileira nas escolas.
Participante das oficinas da escola da associação, Natália Ayla Miranda, 11, acha importante o trabalho que desenvolveu com os colegas. É legal porque valoriza as mulheres negras, que por muito tempo eram humilhadas", diz ela numa defesa do empoderamento (conscientização, criação, conquista da condição e da capacidade de participação, inclusão social e exercício da cidadania).
"Temos que bater palmas para essas professoras porque em outros lugares não vemos nossa história assim". Quem também defende o ponto de vista é Isabelle Vitória, estudante do 5º ano na Escola Mãe Hilda e instrumentista da Band'Erê. "Gosto daqui porque tratamos das mulheres negras guerreiras, que já lutavam quando a gente nem era nascida, que eram amas de leite há muito tempo", disse.