Norma para atendimento humanizado às pessoas em situação de violência sexual é lançada em Brasília

29/09/2015
FONTE: SPM/PR

A norma técnica “Atenção Humanizada às Pessoas em Situação de Violência Sexual com Registro de Informações e Coleta de Vestígios” foi lançada durante a abertura da 5ª Edição do Curso Atenção Humanizada às Pessoas em Situação de Violência Sexual com Registro de Informações e Coleta de Vestígios, nesta terça-feira (22/09), em Brasília (DF).

A publicação traz os procedimentos para melhorar o atendimento e minimizar a revitimização de quem sofre violência. Ela é resultado de um trabalho construído pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM/PR), em parceria com os Ministérios da Saúde e da Justiça, e integra o conjunto de ações previstas para a implementação da estratégia três do Programa Mulher, Viver sem Violência, que trata de estabelecer diretrizes para o atendimento às vítimas de violência sexual pelos profissionais de segurança pública e da rede de atendimento do SUS.

Representando a SPM na mesa de abertura, a secretária de Articulação Institucional e Ações Temáticas (SAIAT), Rose Scalabrin, falou da importância do curso para “ adequarmos o atendimento conforme os instrumentos legais, sobretudo da norma técnica e a relevância desse esforço conjunto entre os ministérios envolvidos com toda a rede de serviços dos entes federados “, frisou.

A coordenadora-geral de Saúde das Mulheres da SPM, Rurany Silva, participou da abertura do curso representando a SPM. “A norma técnica trata da humanização no atendimento às vítimas e do registro de informações e coleta de vestígios que possibilitem a responsabilização dos agressores”, explicou Rurany Silva.

Também participaram do evento Angela Fontes, secretária adjunta da SAIAT; Regina Miki, secretária nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça; Maria Esther Vilela da Coordenação Geral de Saúde da Mulher do MS e Marta Maria Silva da Coordenação Geral de doenças e Agravos não Transmissíveis.

O curso vai até sexta-feira (25/09) e reúne 110 profissionais de segurança pública e da área de saúde dos estados do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Pernambuco, Santa Catarina e São Paulo. “O objetivo é romper a lógica de culpabilização da vítima quando ela chega ao serviço para receber atendimento”, afirmou Beatriz Cruz da Silva, assessora da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) do Ministério da Justiça.