29/08/2016
Fonte: Ibahia.com
Algumas pessoas não acreditam em amor à primeira vista. Lucas Santana, de 23 anos, e Monique Evelle, 21, também não. Entretanto, podemos de dizer que isso mais ou menos aconteceu com o jovem casal. Como num conto realista e contemporâneo, a “fada madrinha” dos dois não seria uma pessoa, mas uma causa: o empreendedorismo. Estudantes dos cursos de Humanidades e Engenharia Elétrica, ambos dedicam parte do seu tempo para o trabalho social. Quando se conheceram, há pouco mais de um ano, perceberam que essa união poderia dar certo, não apenas na vida pessoal, como também na profissional e criaram a Kumasi, uma rede de negócios voltada para empreendedores negros.
“Nos conhecemos em um evento da Liga Universitária de Empreendedorismo. Uma amiga minha chamou a Monique para participar”, contou Lucas Santana, discreto e sem muito detalhes. Monique, que não é de resumos, acrescentou: “nesse mesmo dia teve uma festa à noite e foi aí quando gente trocou figurinhas”. A jovem tinha sido convidada para compartilhar como caso de sucesso a experiência do seu primeiro projeto, o Desabafo Social, que desenvolve com crianças e adolescentes do bairro Nordeste de Amaralina, onde cresceu e mora com a família. Inclusive, a mãe de Monique, Neuza Nascimento, contribuiu na idealização da Kumasi e também trabalha na empresa afroempreendedora.
O nome da Kumasi é homônima e em referência a segunda maior cidade de Gana, que possui um mercado com mais de 10 mil lojas, sendo o maior mercado do oeste africano. A rede de negócios do casal baiano dá, atualmente, suporte logístico, de comunicação e marketing para empreendedores que precisam potencializar a visibilidade das marcas. “Começamos com a ideia de fazer camisetas com o nosso slogan ‘Se a coisa tá preta, a coisa tá boa’ para financiar o Desabafo e percebemos que já existia muita gente próxima à nós fazendo produtos há muito tempo. E iniciamos com o marketing place, mas a ideia é ampliar ainda mais a rede”, disse Lucas, que também trabalha como assessor da companheira e completou: “é ubuntu, como o provérbio africano - lógica de coletividade e não de competitividade”.
Dos maiores desafios apontados pelo casal atualmente estão o de ter visibilidade dentro da própria capital baiana, pois os produtos dos empreendedores que compõem a rede são mais comprados por pessoas do Rio de Janeiro e São Paulo e a criação de melhores vias de sustentabilidade do negócios. “O que chamamos de empreendedorismo hoje a periferia sempre chamou de sobrevivência. É uma área elitista”, enfatizou Lucas. Em complemento, Monique destacou: “precisamos alavancar o trabalho dos empreendedores negros de Salvador”.
Para quem não sabe, Monique é reconhecida nacionalmente e internacionalmente. Apenas neste ano, participou do TEDx Salvador e TEDx São Paulo. Ela já foi eleita como uma das mulheres negras mais influentes da internet, segundo o Blogueiras Negras, esteve na lista de Mulheres Inspiradoras do Think Olga, foi capa da Revista Época e falou sobre seus projetos em eventos promovidos pela Universidade de Harvard, entre grandes outros feitos. Para ela, ter ao seu lado uma pessoa parceira que literalmente cresce junto, na maturidade e nos avanços, é muito importante. “A gente sabe separar as coisas. Momento de namorados e de sermos sócios. Tentamos não falar muito de negócios fora do horário de trabalho para ter uma relação saudável, se não a gente fica doido”.
Lucas, que assim como a namorada e sócia tenta gerir o seu tempo também com o término da graduação, acredita no potencial das juventudes para melhorar as realidades, em especial, de pessoas negras e de periferia. “Uma dica para os jovens que estão iniciando nesse ramo, algo que a Monique sempre fala, ‘não compare seu início ao meio de ninguém’. Faça coisas simples, pequenas, da melhor forma, mas com um objetivo grande”.
“Nos conhecemos em um evento da Liga Universitária de Empreendedorismo. Uma amiga minha chamou a Monique para participar”, contou Lucas Santana, discreto e sem muito detalhes. Monique, que não é de resumos, acrescentou: “nesse mesmo dia teve uma festa à noite e foi aí quando gente trocou figurinhas”. A jovem tinha sido convidada para compartilhar como caso de sucesso a experiência do seu primeiro projeto, o Desabafo Social, que desenvolve com crianças e adolescentes do bairro Nordeste de Amaralina, onde cresceu e mora com a família. Inclusive, a mãe de Monique, Neuza Nascimento, contribuiu na idealização da Kumasi e também trabalha na empresa afroempreendedora.
O nome da Kumasi é homônima e em referência a segunda maior cidade de Gana, que possui um mercado com mais de 10 mil lojas, sendo o maior mercado do oeste africano. A rede de negócios do casal baiano dá, atualmente, suporte logístico, de comunicação e marketing para empreendedores que precisam potencializar a visibilidade das marcas. “Começamos com a ideia de fazer camisetas com o nosso slogan ‘Se a coisa tá preta, a coisa tá boa’ para financiar o Desabafo e percebemos que já existia muita gente próxima à nós fazendo produtos há muito tempo. E iniciamos com o marketing place, mas a ideia é ampliar ainda mais a rede”, disse Lucas, que também trabalha como assessor da companheira e completou: “é ubuntu, como o provérbio africano - lógica de coletividade e não de competitividade”.
Dos maiores desafios apontados pelo casal atualmente estão o de ter visibilidade dentro da própria capital baiana, pois os produtos dos empreendedores que compõem a rede são mais comprados por pessoas do Rio de Janeiro e São Paulo e a criação de melhores vias de sustentabilidade do negócios. “O que chamamos de empreendedorismo hoje a periferia sempre chamou de sobrevivência. É uma área elitista”, enfatizou Lucas. Em complemento, Monique destacou: “precisamos alavancar o trabalho dos empreendedores negros de Salvador”.
Para quem não sabe, Monique é reconhecida nacionalmente e internacionalmente. Apenas neste ano, participou do TEDx Salvador e TEDx São Paulo. Ela já foi eleita como uma das mulheres negras mais influentes da internet, segundo o Blogueiras Negras, esteve na lista de Mulheres Inspiradoras do Think Olga, foi capa da Revista Época e falou sobre seus projetos em eventos promovidos pela Universidade de Harvard, entre grandes outros feitos. Para ela, ter ao seu lado uma pessoa parceira que literalmente cresce junto, na maturidade e nos avanços, é muito importante. “A gente sabe separar as coisas. Momento de namorados e de sermos sócios. Tentamos não falar muito de negócios fora do horário de trabalho para ter uma relação saudável, se não a gente fica doido”.
Lucas, que assim como a namorada e sócia tenta gerir o seu tempo também com o término da graduação, acredita no potencial das juventudes para melhorar as realidades, em especial, de pessoas negras e de periferia. “Uma dica para os jovens que estão iniciando nesse ramo, algo que a Monique sempre fala, ‘não compare seu início ao meio de ninguém’. Faça coisas simples, pequenas, da melhor forma, mas com um objetivo grande”.