SPM-BA participa de lançamento de campanha de combate ao trabalho infantil e a exploração sexual

11/05/2018
A secretária de Políticas para as Mulheres do Estado da Bahia, Julieta Palmeira, participou do lançamento da campanha de combate ao trabalho infantil e a exploração sexual da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), nesta quinta-feira (10), no Teatro da Universidade do Estado da Bahia (Uneb).

O evento reuniu autoridades e representantes da área de Assistência Social de 162 municípios baianos. A ação é lançada justamente no período que antecede os festejos juninos, época em que aumenta a probabilidade de que esses crimes sejam cometidos. O tema ‘O Trabalho Infantil e a Exploração Sexual não aparecem como esta propaganda’ será utilizado em outdoors, banners, panfletos, cartazes, spots de rádio e nas redes sociais como ferramentas para divulgar as peças de combate ao abuso contra crianças e adolescentes.

Todas as ações integram a campanha Fique de Olho, que foi realizada no carnaval. Reformulada, amplia o seu alcance para todos os municípios baianos e deverá ocorrer em diversos períodos do ano. “A ideia é que os municípios nos ajudem a aumentar o número de denúncias no disque 100. Embora a Bahia seja o estado com o maior número de casos de trabalho infantil no Nordeste, consideramos que é necessário ampliar as denúncias. Lembrando que também é um dever de toda a sociedade combater esse mal”, ressalta o secretário de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social, Cézar Lisboa.

A titular da SPM, Julieta Palmeira, diz que esse tipo de iniciativa tem que ser ação de Estado e não de governo, “porque os governos passam, mas a proteção à mulher e a criança devem ser contínuas. Todas as esferas do Estado estão integradas nessa campanha. Fique de olho e Respeita as Mina.”

A campanha prevê a realização de seminários para a capacitação de profissionais que da área de assistência social. Os municípios serão orientados sobre a formação dos comitês de proteção a criança e adolescente, que irão atuar no trabalho de combate a exploração sexual e o trabalho infantil. A previsão é de que o processo de formação ocorra no final de cada mês. O principal canal para denúncias de crimes cometidos contra crianças e adolescentes é o Disque 100, que funciona 24 horas por dia, sete dias por semana e a ligação é gratuita.

O trabalho infantil e violência sexual

Em 2017, foram registradas 3.649 denúncias de violência sexual e 222 denúncias de exploração do trabalho infantil na Bahia. A denúncia pode ser realizada de forma anônima. Segundo a superintendente de Assistência Social da SJDHDS, Leísa Sousa, o maior número de denúncias recebidas pelo disque 100 estão relacionadas à falta de cuidados com crianças e adolescentes, seguido de violência psicológica, física, sexual e a exploração sexual e o trabalho infantil.

Ela conta que as pessoas ainda têm medo de denunciar. “Esse tema é prioritário e importante para nós, já que na última pesquisa divulgada pelo disque 100 foi constatado que 60% das nossas crianças foram identificadas em alguma situação de violência ou de violação de direitos. É importante investir na campanha para que as pessoas possam identificar esses crimes e também ter condições de buscar ajuda profissional. É importante lembrar que o principal sinal de que a criança sofre algum tipo de violência é a mudança de comportamento e o rendimento na escola pode ser afetado. O responsável deve ficar atento aos sinais e conversar com a criança e o adolescente e buscar uma ajuda profissional”, esclarece.

Fonte: SJDHDS