Durante a realização da 9ª Feira Literária de Cachoeira – Flica 2019, realizada entre os dias 24 e 27/10, a Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres da Bahia (SPM-BA) realizou diversas ações com o intuito de alertar para o enfretamento a violência contra as mulheres, promoção da autonomia feminina e divulgação dos trabalhos de escritoras.
Uma das ações foi o lançamento do livro “Eu, empregada doméstica”, da rapper e historiadora paulista Preta Rara, que aconteceu na tarde do sábado (26) no anfiteatro Mãe Stela de Oxóssi, na Casa Educar para Transformar (Fundação Hansen Bahia). Com a participação de Creuza Oliveira, secretária geral da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas do Brasil, a conversa foi mediada pela titular da SPM-BA, Julieta Palmeira.
Na ocasião, Preta Rara falou sobre sua trajetória e a importância da educação em sua vida. “Eu rompi um ciclo de trabalhadoras domésticas na minha família, graças à educação. Tive a oportunidade em concluir o nível superior, dar aula. Mas sei que a realidade da maioria das trabalhadoras domésticas é bem diferente”, declarou.
“Eu, empregada doméstica” traz relatos inéditos coletados na página do facebook com o mesmo nome. De acordo com a autora, são histórias de mulheres reais brasileiras e seus trabalhos. “Ainda hoje, as empregadas domésticas são invisibilizadas em suas funções. É preciso olhar com atenção para essa parcela da população brasileira”.
Mesa Ofó Obirin Dudú
Na sexta-feira (25), a SPM em parceria com a Secretaria da Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) e coletivo Diálogos Insubmissos de mulheres Negras realizaram a mesa Ofó Obirin Dudú (Palavra de Mulher Preta) com a participação das escritoras de Cachoeira, Deisiane Barbosa, Aidil Araújo e Rosane Jovelino. Mediado por Dayse Sacramento, a mesa promoveu um bate-papo sobre as dificuldades da mulher negra na literatura e sua representação.
Ainda na Casa Educar para Transformar, a SPM montou um estande de sensibilização contra a violência às mulheres e de combate à masculinidade tóxica, com a exibição de vídeos e distribuídos materiais informativos como folders e adesivos. A Unidade Móvel do Programa Mulher Viver sem Violência também esteve presente na Flica, oferecendo orientações às mulheres em situação de violência doméstica e familiar.