Conferência de Mulheres da América Latina encerra com apelo à igualdade no mercado do trabalho

31/01/2020

Desafios das Políticas Integradas para a Igualdade de Gênero foi o tema da última mesa redonda da 14ª Conferência Regional sobre Mulheres na América Latina e Caribe, que acontece até hoje (31), em Santiago, capital do Chile. A secretária de Políticas para as Mulheres do Estado da Bahia, Julieta Palmeira, fez um balanço do evento que reuniu representantes de governos, da sociedade civil, universidades e das Nações Unidas.

“Ficou nítido que criar condições favoráveis para a maior autonomia econômica das mulheres e redução da desigualdade estrutural entre homens e mulheres no mundo do trabalho é fundamental para a emancipação feminina e a redução da violência de gênero. Essas condições serão possíveis só com políticas integradas”, declarou a titular da SPM-BA.

Organizada pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), com apoio da Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e do Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres), a Conferência teve como tema principal a autonomia das mulheres em cenários econômicos em mudança. Apesar dos avanços, a taxa de participação trabalhista das mulheres na América Latina permanece em torno de 50% (enquanto a dos homens é de 74,4%), ou seja, metade das mulheres da região não tem uma ligação com o mercado de trabalho.

A diretora executiva adjunta da ONU, Asa Regnér, alertou que “se continuarmos nesse ritmo levaremos 200 anos para eliminar a diferença de gênero”. Asa Regnér sugeriu aos países da região gerar sistemas tributários ou mecanismos que permitam alocar fundos para políticas de igualdade de gênero a fim de cumprir com os objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos na Agenda 2030, um plano de ação global elaborado pela ONU em 2016. Entre os 17 objetivos adotados estão o de número 5: “alcançar a igualdade de gênero e empoderar as mulheres e meninas”.

A implementação da Agenda Regional de Gênero no Marco do Desenvolvimento Sustentável até 2030 foi destaque na Conferência, que teve na programação também  a comemoração do 25º aniversário da Declaração e Plataforma de Ação de Pequim (Pequim +25), além de mesa redonda, painéis temáticos sobre globalização e igualdade de gênero, revolução digital, economia do cuidado e mudanças climáticas.

Ascom/SPM com informações da ONU Mulheres