SPM apresenta programas e projetos estratégicos a comunidade acadêmica da Unilab, em São Francisco do Conde

28/03/2025

Ainda como parte do Março Mulher, a Secretaria das Mulheres do Estado (SPM) participou, nesta sexta-feira (28), da segunda edição do Mulherio Malês, promovido pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira (Unilab), no Campus dos Malês, em São Francisco do Conde. A atividade teve como objetivo o fortalecimento e protagonismo feminino na universidade e na comunidade local, com foco em saúde, direitos e empoderamento.

A secretária das Mulheres do Estado, Neusa Cadore, falou sobre as políticas desenvolvidas pela SPM, voltadas para a prevenção e enfrentamento à violências de gênero e na inclusão socioprodutiva e autonomia econômica das mulheres. Ela destacou a transversalidade da execução das políticas públicas do Estado, a partir do programa especial Elas à Frente, coordenado pela SPM.

Neusa Cadore ressaltou, ainda, o papel da Unilab para as mulheres brasileiras e africanas. “É lindo de ver e saber que a Bahia tem uma estrutura como esta, que é a Unilab, estabelecendo essa conexão do Brasil com a África e que, para além disso, cria oportunidade transformadoras na vida de estudantes brasileiras e de países africanos ”, afirmou.
 
A diretora do Campus dos Malês, Mirian Reis, falou sobre a interlocução com a SPM. “A SPM aqui é muito especial porque nos ajuda a pensar em estratégias, em alternativas de educação, de prevenção à violência, de educação para direitos, de uma diversidade enorme de mulheres que temos aqui. Então, essa diversidade de gênero dentro da nossa comunidade, ela ganha muito com uma interlocução mais próxima da SPM, no sentido pedagógico, preventivo, mas de fortalecimento de alianças. Também acho que a gente pode contribuir com a secretaria no pensar, no propor estratégias para lidar com a diversidade de mulheres no nosso estado, e aí incluindo a mulher migrante, que é um público muito forte aqui”, afirmo.

Além da comunidade acadêmica, a atividade reuniu também mulheres em situação de vulnerabilidade, ativistas, pesquisadoras e profissionais que atuam na área de gênero e saúde da mulher. A  estudante angolana, Hula Calala, falou sobre a importância deste momento e das abordagens apresentadas. “É extremamente necessário espaços como esse, pois não tem como falar de vida sem falar da mulher. Infelizmente, eu ainda vivo a perguntar por que falar sobre saúde, bem-estar e vivência do gênero, mas é necessário que haja esse reconhecimento dos problemas e de que nós precisarmos nos manter firmes”, afirmou.

A estudante indígena, Elewá Pitaguari, falou sobre as violências de gênero sofridas pelas mulheres indígenas e da necessidade da ocupação de espaços de onde foram historicamente excluídas. “Estão sempre construindo a imagem da mulher indígena de forma romantizada, sexualizada, estereotipada. E há muita dificuldade em aceitar a nossa existência como povos contemporâneos, que estão na universidade falando sobre seus direitos, histórias, sobre a forma que a gente faz cultura. A nossa cultura é viva e a nossa reivindicação política também é viva. Então, eu preciso estar nos lugares para fazer as reivindicações não só para mim, mas pelo meu povo também. A gente continua aqui existindo com desejo de viver”, afirmou.

Em uma oficina sobre o projeto Oxe, me respeite, a coordenadora de prevenção da SPM, Francileide Araújo,  abordou a prevenção à violência, os canais de denúncia e a educação para a diversidade.

Sobre a Unilab - A Unilab tem 597 alunos brasileiros e 432 africanos oriundos de Angola, Guiné Bissau, Cabo Verde, Moçambique, São Thamé e Príncipe e Timor Leste. São nove cursos de graduação presencial e um mestrado ofertados. Dentre os cursos de graduação está o de Educação Escolar Quilombola, que tem 28 mulheres do total de 30 matriculados.

Ascom SPM 
@spmba

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Fotos: Ane Novo