Profissão Reporter na Bahia

18/05/2015

Profissão Repórter na Bahia


Profissão Reporter na Bahia

O Programa Profissão Repórter, da Rede Globo, abordou nesta terça-feira (14), o problema da violência contra a mulher no país. Um dos destaques foi a ação da Unidade Móvel de Acolhimento à Mulher, o chamado “ônibus lilás”, que tem percorrido o território baiano para ouvir demandas da população feminina, orientar sobre seus direitos e oferecer assistência psicológica e jurídica para aquelas em situação de violência doméstica e familiar. A equipe de reportagem acompanhou o roteiro de uma das unidades durante visita aos municípios de Jussari, Una e Canavieiras. Os ônibus fazem parte de um conjunto de 53 veículos em circulação no país, dentro do Programa Mulher, Viver sem Violência, cedidos pelo Governo Federal. A coordenação do serviço na Bahia é de responsabilidade da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), que tem o enfrentamento ao sexismo como um dos eixos prioritários de atuação.

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Exclusivo para funcionamento em áreas rurais, locais de difícil acesso a políticas públicas por parte da população, as Unidade Móvel oferece uma equipe multidisciplinar composta de advogada, psicóloga, assistente social, pedagoga, dentre outras profissionais, que realizam rodas de diálogo, atendimentos individuais e estabelecem uma ponte com a rede referenciada local, para encaminhamento das demandas das mulheres. A marisqueira Lenice Santos, 35 anos, conheceu de perto as atividades, na localidade de Atalaia, município de Canavieiras, aprovando a iniciativa. “A ideia é muito bem vinda. A comunidade está começando a entender sobre seus direitos, compreendendo que as mulheres não nasceram para a escravidão”, disse, referindo ao problema da violência contra as mulheres. “Vamos longe reproduzindo essa mensagem, com grande repercussão”, completou, após ter mobilizado 14 mulheres para as atividades.

Programa abordou problemas de diversas regiões do país
O Programa Profissão Repórter, comandado do jornalista Caco Barcelos, apurou que todo ano, mais de 100 mil mulheres procuram atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) vítimas da violência doméstica. A maioria é agredida, de acordo com as estatísticas, pelo companheiro ou ex-companheiro. No episódio desta terça-feira o Profissão Repórter também mostrou a realidade as agressões que aconteceram dentro do transporte público no Rio de Janeiro e em São Paulo. Destacam, ainda, as manifestações contra a violência em Goiânia (GO), além da sequencia de assassinatos de mulheres na cidade, entre janeiro e agosto deste ano, crimes que vitimaram 15 jovens, com características semelhantes.

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*Fotos: Kleidir Costa/SPM-BA