18/05/2015

Integrantes da Marcha Mundial de Mulheres (MMM) foram recebidas pelo governador Jaques Wagner nesta segunda-feira (10), no Centro Administrativo da Bahia (CAB). Acompanhado da titular da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), Vera Lúcia Barbosa e do secretário da Casa Civil, Rui Costa, o governador ouviu demandas do grupo, principalmente na área do enfrentamento à violência contra a mulher e políticas focadas na promoção da autonomia feminina. O ato acontece no mês dedicado à luta feminista, o chamado “Março Mulheres”, quando movimentos sociais realizam uma série de debates e mobilizações, dando visibilidade a diversas pautas relacionadas à igualdade de gênero.
A representante do movimento na Bahia, Maíra Guedes, destacou a sensibilidade do chefe do Executivo em atender ao grupo, que momentos antes realizou uma caminhada na Avenida Paralela, na capital baiana. Uma carta aberta foi lida na presença do governador, pontuando necessidades para o segmento feminino baiano. “Nós, mulheres, que seguimos em Marcha por liberdade, justiça e autonomia, ocupamos as ruas pela garantia dos nossos direitos historicamente negados, enfrentando todas as formas de dominação dos nossos corpos e territórios. Nessa longa caminhada de luta, compreendemos ser preciso que governo e sociedade civil trabalhem juntos baseando-se nos princípios da soberania popular e da distribuição equitativa do poder para mudar a sociedade classista, patriarcal e racista”, diz parte do documento.
Dialogar para avançar - O governador afirmou que ouvir as representações da sociedade civil é fundamental para os governos avançarem nas políticas de promoção da igualdade. “Creio que demos passos importantes nas políticas e na relação de respeito, consulta e diálogo com os movimentos”, ressaltou, falando dos esforços para implantação de equipamentos públicos para atenção às mulheres vítimas de violência, a exemplo da Casa da Mulher Brasileira. A secretária da SPM lembrou as diversas campanhas voltadas à valorização das mulheres e sensibilização da sociedade para a garantia de direitos ao público feminino. “As ações dos governos não são suficientes se não acontecer a mudança da mentalidade e enfrentamento à histórica cultura patriarcal”, disse.
Fotos: Kleidir Costa/SPM-BA