Inclusão nas políticas culturais

20/05/2015
Conferência

Fomento à produção cultural feminina, combate aos estereótipos e todas as formas de discriminação de gênero, além de ações operacionais que colaborem com a administração pública para maior inclusão das mulheres na área da cultura. Estes são alguns temas discutidos pelas mulheres neste domingo (6), em Salvador, durante conferência setorial que aconteceu na Faculdade de Arquitetura da UFBA, bairro Federação. O evento foi realizado pela Fundação Pedro Calmon, unidade vinculada à Secretaria Estadual de Cultura (Secult), com apoio da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM).

Estiveram presentes segmentos de mulheres que atuam com as mais variadas expressões artísticas e culturais na Bahia, que elaboraram cinco propostas prioritárias ao final dos debates. As participantes elegeram, ainda, um grupo de delegadas para a Conferência Estadual de Cultura, prevista para os próximos dias 12 e 13. Uma das primeiras credenciadas para o encontro foi Ione Paixão, de Feira de Santana, na expectativa de contribuir com as discussões e trocar experiências. “As mulheres precisam estar engajadas em todas as áreas, na luta pela igualdade de gênero e pelo fim da discriminação”, disse ela, que é ativista do movimento de mulheres e integra a Associação Baiana de Deficientes Físicos (ABADEF).

“As conferências são um momento ímpar para as ações de cultura. Nós construímos uma base muito importante”, disse o secretário da Secult, Albino Rubin, na abertura dos trabalhos, referindo-se à expressiva participação dos municípios baianos. Segundo ele, 357 conferências municipais foram realizadas, além de 27 territoriais. De acordo com a Secult, em todas as etapas estão sendo envolvidos artistas, produtores, conselheiros, gestores, estudiosos e pesquisadores, entre outros setores da sociedade.


Fotos: Kleidir Costa/SPM-BA