20/05/2015

Um dos mais expressivos nomes entre as religiões de matriz africana na Bahia, Makota Valdina Pinto, foi recebida nesta quarta-feira (9), pelo titular da Secretaria da Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Elias Sampaio, e pela ialorixá Jaciara Ribeiro, da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM). Na pauta do encontro estava a articulação de parcerias para a publicação do livro Meu Caminhar, Meu Viver, que trata da trajetória de vida da religiosa.
Valdina Pinto completa 70 anos no próximo dia 15 e atualmente trabalha com a meta de lançar os escritos sobre sua caminhada como mulher, negra, religiosa e cidadã. Ela é Makota – denominação para auxiliar direta da Mãe ou Pai de Santo – do terreiro Tanuri Junsara, com sede no Engenho Velho da Federação, em Salvador. Educadora aposentada da rede publica municipal de ensino, tornou-se uma referência e é bastante reconhecida no meio intelectual. Foi também da diretoria da Federação Baiana de Culto Afro Brasileiro, integra o Fórum Cultural Mundial e o Conselho Estadual de Cultura (CEC).
Na reunião, as lideranças também conversaram sobre outra publicação importante, o catálogo Mulheres de Axé, lançado este ano, com apoio do governo do Estado, destacando a atuação de duzentas personalidades femininas da Bahia pelo enfrentamento ao racismo e à intolerância religiosa.
Fotos: Kleidir Costa/SPM