20/05/2015

“As mulheres agredidas são vítimas, não culpadas”, disse a cantora baiana Alinne Rosa, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (12), após a experiência de simular uma situação de violência, fato de repercussão nacional durante a semana. A ação fez parte da campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher, desenvolvida pelo Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM). Alinne, que atuou voluntariamente na iniciativa, afirmou que sentiu na pele o sentimento de muitas que, segundo ela, sofrem agressão e ainda passam por julgamentos e ofensas.
Como estratégia para alertar sobre o problema do sexismo na sociedade, a artista apareceu em fotos supostamente anônimas, que a flagravam com hematomas nos rosto, andando pelas ruas de Salvador. Em seguida, divulgou vídeo em que desmente as especulações e explica seu apoio à campanha. “Nosso objetivo é mostrar que todo caso de violência contra a mulher merece tanta atenção como a que eu tive nos últimos dias. A violência é um problema de todo mundo. Não deixe a violência ficar anônima”, disse no vídeo, ressaltando a existência da Lei Maria da Penha, em vigor há 7 anos, voltada à defesa das mulheres brasileiras.
A titular da SPM, Vera Lúcia Barbosa, destacou que além de implantar e qualificar serviços de atenção integral às vítimas, o Governo do Estado trabalha para “sensibilizar a população sobre a histórica desigualdade de gênero e a necessidade de desconstruir a equivocada imagem de submissão atribuída ao segmento feminino”. A secretária agradeceu à artista, ao Grupo Metrópole, à Leiaute Propaganda, e ao conjunto de profissionais que trabalhou na ação, em grande parte formada por voluntários. Ela afirmou, ainda, que a SPM continuará em diálogo com os segmentos da classe artística e de comunicação, prevendo nova mobilização, desta vez, para enfrentamento à violência contra a mulher no período do Carnaval da Bahia.
*Fotos: Kleidir Costa/SPM-BA