20/05/2015

O município de Xique-Xique, integrante do Território de Identidade de Irecê, sediou importante debate sobre o tema da violência doméstica contra a mulher, realizado na sexta-feira (12), com participação de Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres (SPM). Em audiência pública organizada pelo Centro de Assessoria do Assuruá (CAA) e Associação de Mulheres de Xique-Xique (Amuxx), a população discutiu estratégias de enfrentamento ao sexismo e as políticas de promoção da equidade de gênero em curso na Bahia.
A titular da SPM, Lúcia Barbosa, fez um balanço das ações do governo baiano destinadas ao segmento feminino. “Estamos reforçando o diálogo para ampliação de um trabalho em rede, a exemplo de parcerias com o Tribunal de Justiça para implantação de novas varas especializadas; com os parlamentares para captação de emendas para criação de Centros de Referência; aderimos ao ‘Programa Mulher, Viver sem Violência’, que prevê a instalação da Casa da Mulher Brasileira, bem como de unidades móveis de atendimento às mulheres do campo e da floresta, que já estão na Bahia. Além disso, temos as ações de documentação das trabalhadoras rurais, com o governo Federal. São iniciativas resultantes do trabalho de articulação com secretarias e órgãos estaduais para garantir a transversalidade das políticas”, enumerou a secretária, informando que terá, em breve, audiência com o prefeito local para discutir parcerias no âmbito do município.
Para o dirigente do CAA, Mário Augusto Jacó, as discussões são importantes para avançar na promoção da qualidade de vida para as mulheres de Xique Xique, que já formam mais da metade da população. “Trata-se de um município rico, mas que ostenta um dos piores indiciadores sociais, principalmente no que se refere às mulheres negras e trabalhadoras ruais”, ressaltou. Também participaram da audiência pública o secretário do Trabalho e Desenvolvimento Social, Padre Romero Cabral; a presidente da Amuxx, Zélia Jacobina; representantes dos conselhos de Cultura e da Segurança Pública; técnicos do Centro de Referência da Assistência Social (CRAS); além do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e outras organizações da sociedade civil.