19/08/2015
FONTE: SPM/PR
A ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM/PR), Eleonora Menicucci, apresentou nesta segunda-feira (17/08), na Fundação Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo, a 6ª Edição do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça para empresas interessadas em aderir ao programa.
O objetivo, além de divulgar a importância de ações de promoção da equidade de gênero e raça no mundo do trabalho, foi incentivar novas organizações a participar do programa. Das 65 empresas presentes no evento, 57 ainda não participam do programa.
“Este programa é visto por nós com orgulho”, disse a Ministra. “Ele tem como base a quebra da desigualdade de gênero e raça, rompendo com a discriminação e criando boas práticas. Isto é o que impulsiona cada vez mais as empresas a participarem deste programa. Trabalho igual, salário igual. Conseguir o selo tem mudado o cotidiano dentro das empresas”, afirmou Eleonora Menicucci.
A Ministra falou sobre a diferença salarial entre homens e mulheres: “Elas ganham 73% do salário dos homens”. Eleonora Menicucci ressaltou que o Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça é muito bem monitorado. “São políticas públicas para mudança de comportamento, que vão transformando a sociedade, e é assim que se cria uma nova cultura de ascensão das mulheres na carreira”, destacou.
A secretária de Políticas do Trabalho e Autonomia Econômica das Mulheres da SPM, Tatau Godinho, frisou que os dados das empresas são confidenciais e que a SPM promove oficinas durante o programa para que as empresas possam trocar experiências. A coordenadora de Autonomia Econômica das Mulheres da SPM, Simone Schaffer, detalhou os critérios de participação no programa.
Seis empresários apresentaram o painel Boas Práticas com Empresas. Eles tiraram dúvidas dos participantes e destacaram que os espaços conquistados pelas mulheres nas empresas é por capacidade e mérito e reconheceram que o programa incentiva as empresas em ações de diversidade e inclusão de gênero e raça.
Eleonora Menicucci disse que é preciso agir para evitar desigualdades em altos cargos. “Se não houver estímulos, não haverá mudanças.” A Ministra citou a TAM Linhas Aéreas como exemplo de empresa que tem uma mulher na presidência e disse que isto é pedagógico. “Nós mulheres podemos”, enfatizou. Ela lembrou ainda que a 5ª edição do prêmio Pró-Equidade está em fase de finalização e que participaram 83 empresas e cerca de um milhão de trabalhadoras/es.
O diretor da Escola de Administração de São Paulo da FGV, Luiz Artur Brito, disse que as boas ações têm que gerar impacto. “O evento vai ao encontro do que a Escola de Administração trabalha.” O secretário-executivo do Ministério do Trabalho e Emprego, Francisco José Pontes Ibiapina, falou que as convenções e os acordos de trabalho estão prevendo maior presença das mulheres, sem discriminação de gênero e raça.
Depoimentos
Quatro trabalhadoras deram seus depoimentos sobre a participação no Programa. Hildelene Bahia, da Transpetro, é a primeira comandante da Marinha Mercante brasileira e capitão de longo curso, ou seja, pode comandar navios em águas internacionais. Ela ingressou na primeira turma de mulheres da corporação. Em 2009, recebeu o convite para ser comandante e tornou-se a primeira comandante. A empresa, naquela época, já estava no Pró-Equidade. “É importante que novas empresas façam adesão ao programa”, destacou.
Cristiane de Melo, engenheira hidróloga da CPRM (Serviço Geológico do Brasil), é engenheira civil e mestre em recursos hídricos. Foi a primeira engenheira da empresa no Recife (PE). “Acreditem nas políticas públicas, não adianta só lutar, só as empresas terem vontade de mudar, precisa também de políticas públicas como este programa”, salientou.
Jeane Ramos trabalha na Bahiagás (Companhia de Gás da Bahia) como engenheira mecânica e atua na área de Coordenação de Projetos e Obras. Trabalhava em loja e queria crescer como profissional. Foi estudar numa escola técnica federal e fez curso de técnica em mecânica. Eram quatro alunas no curso de plataforma de navegação. Trabalhou na construção de gasoduto na Bahia, sendo a única mulher. “Enfrentei o desafio de encarar as pessoas me olhando meio torto”, lembrou. Ao chegar na Bahiagás, começou na área de suprimentos. “Mas queria trabalhar na área de engenharia, trabalhar com projetos e obras, que é o que gosto. Acreditem no programa e nos sonhos de suas funcionárias”, contou.
A ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM/PR), Eleonora Menicucci, apresentou nesta segunda-feira (17/08), na Fundação Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo, a 6ª Edição do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça para empresas interessadas em aderir ao programa.
O objetivo, além de divulgar a importância de ações de promoção da equidade de gênero e raça no mundo do trabalho, foi incentivar novas organizações a participar do programa. Das 65 empresas presentes no evento, 57 ainda não participam do programa.
“Este programa é visto por nós com orgulho”, disse a Ministra. “Ele tem como base a quebra da desigualdade de gênero e raça, rompendo com a discriminação e criando boas práticas. Isto é o que impulsiona cada vez mais as empresas a participarem deste programa. Trabalho igual, salário igual. Conseguir o selo tem mudado o cotidiano dentro das empresas”, afirmou Eleonora Menicucci.
A Ministra falou sobre a diferença salarial entre homens e mulheres: “Elas ganham 73% do salário dos homens”. Eleonora Menicucci ressaltou que o Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça é muito bem monitorado. “São políticas públicas para mudança de comportamento, que vão transformando a sociedade, e é assim que se cria uma nova cultura de ascensão das mulheres na carreira”, destacou.
A secretária de Políticas do Trabalho e Autonomia Econômica das Mulheres da SPM, Tatau Godinho, frisou que os dados das empresas são confidenciais e que a SPM promove oficinas durante o programa para que as empresas possam trocar experiências. A coordenadora de Autonomia Econômica das Mulheres da SPM, Simone Schaffer, detalhou os critérios de participação no programa.
Seis empresários apresentaram o painel Boas Práticas com Empresas. Eles tiraram dúvidas dos participantes e destacaram que os espaços conquistados pelas mulheres nas empresas é por capacidade e mérito e reconheceram que o programa incentiva as empresas em ações de diversidade e inclusão de gênero e raça.
Eleonora Menicucci disse que é preciso agir para evitar desigualdades em altos cargos. “Se não houver estímulos, não haverá mudanças.” A Ministra citou a TAM Linhas Aéreas como exemplo de empresa que tem uma mulher na presidência e disse que isto é pedagógico. “Nós mulheres podemos”, enfatizou. Ela lembrou ainda que a 5ª edição do prêmio Pró-Equidade está em fase de finalização e que participaram 83 empresas e cerca de um milhão de trabalhadoras/es.
O diretor da Escola de Administração de São Paulo da FGV, Luiz Artur Brito, disse que as boas ações têm que gerar impacto. “O evento vai ao encontro do que a Escola de Administração trabalha.” O secretário-executivo do Ministério do Trabalho e Emprego, Francisco José Pontes Ibiapina, falou que as convenções e os acordos de trabalho estão prevendo maior presença das mulheres, sem discriminação de gênero e raça.
Depoimentos
Quatro trabalhadoras deram seus depoimentos sobre a participação no Programa. Hildelene Bahia, da Transpetro, é a primeira comandante da Marinha Mercante brasileira e capitão de longo curso, ou seja, pode comandar navios em águas internacionais. Ela ingressou na primeira turma de mulheres da corporação. Em 2009, recebeu o convite para ser comandante e tornou-se a primeira comandante. A empresa, naquela época, já estava no Pró-Equidade. “É importante que novas empresas façam adesão ao programa”, destacou.
Cristiane de Melo, engenheira hidróloga da CPRM (Serviço Geológico do Brasil), é engenheira civil e mestre em recursos hídricos. Foi a primeira engenheira da empresa no Recife (PE). “Acreditem nas políticas públicas, não adianta só lutar, só as empresas terem vontade de mudar, precisa também de políticas públicas como este programa”, salientou.
Jeane Ramos trabalha na Bahiagás (Companhia de Gás da Bahia) como engenheira mecânica e atua na área de Coordenação de Projetos e Obras. Trabalhava em loja e queria crescer como profissional. Foi estudar numa escola técnica federal e fez curso de técnica em mecânica. Eram quatro alunas no curso de plataforma de navegação. Trabalhou na construção de gasoduto na Bahia, sendo a única mulher. “Enfrentei o desafio de encarar as pessoas me olhando meio torto”, lembrou. Ao chegar na Bahiagás, começou na área de suprimentos. “Mas queria trabalhar na área de engenharia, trabalhar com projetos e obras, que é o que gosto. Acreditem no programa e nos sonhos de suas funcionárias”, contou.