Pnad 2014 aponta um Brasil mais igual para as mulheres

17/11/2015
FONTE: SPM/PR

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2014, divulgada pelo IBGE nesta sexta-feira (13/11), aponta que a proporção do rendimento de trabalho das mulheres em relação ao rendimento dos homens passou de 73,5%, em 2013, para 74,5%, em 2014. Em média, em 2014, os homens receberam R$ 1.987 e as mulheres R$ 1.480.

Segundo a Secretária Especial de Políticas para as Mulheres do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, Eleonora Menicucci, a leitura dos dados da PNAD “nos permite afirmar que há luz no final do túnel para que consigamos alcançar uma equidade de gênero em relação aos salários".

Outra forma de observar o diferencial do rendimento por sexo é pela análise da proporção de pessoas que receberam até um salário mínimo em 2014: 21,5% dos homens ocupados contra 30,6% das mulheres ocupadas. Além disso, havia proporcionalmente mais mulheres ocupadas e sem rendimento ou recebendo somente em benefícios (9,8%) do que homens (5,0%).

O nível da ocupação (proporção de pessoas ocupadas na população de 15 anos ou mais de idade) cresceu de 61,2% para 61,9% entre 2013 e 2014. Essa estimativa para as mulheres em 2013 era 50,1% e foi para 51,2% em 2014. Já para os homens passou de 73,4% para 73,7%. Comparativo a 2013 o crescimento da ocupação das mulheres foi superior ao crescimento da ocupação dos homens.

Quanto à inserção no mercado de trabalho, a proporção de empregados (60,5 milhões) caiu 1,0 ponto percentual, passando de 62,3% em 2013 para 61,3% em 2014, enquanto os trabalhadores por conta própria (21,1 milhões) cresceram de 20,7% para 21,4%. Entre os trabalhadores domésticos (6,4 milhões), houve redução de 6,7% para 6,5%.

Trabalhadoras domésticas - Os rendimentos das trabalhadoras domésticas cresceram em 1,4% a mais do que a média do ano 2013. Os empregados e trabalhadores domésticos receberam em média R$ 1.603 em 2014, contra R$ 1.581 em 2013. Os trabalhadores domésticos com carteira de trabalho assinada mostraram crescimento nos rendimentos de 2,8% (de R$ 928 para R$ 954) e os trabalhadores domésticos sem carteira de trabalho assinada, de 4,4% (de R$ 571 para R$ 596).

Em 2014 mantem a redução da desigualdade na distribuição de rendimento domiciliar per capita. Os domicílios pertencentes aos 10% com menor renda domiciliar tiveram um aumento real de 6,2% (R$ 146,00 para R$ 155,00). Entre os 10% com maior renda o aumento foi de 08% (R$ 5.076,00 para R$ 5183,00).

Escolaridade – Em 2014, registrou-se o de crescimento da escolaridade para ambos os sexos e manteve a tendência de maior escolaridade das mulheres em relação aos homens. As mulheres tem em média 8,0 anos de estudos contra 7,5 para os homens. Houve um recuo na taxa de analfabetismo na população acima de 15 anos. Em 2014, a taxa caiu de 8,5% para 8,3%. E a maioria são os homens (8,6%) contra (7,9%) de mulheres.

Dados gerais – Entre os resultados da PNAD 2014, o IBGE apresentou os seguintes destaques: o total de ocupados cresceu e o percentual de trabalhadores contribuindo para a Previdência atingiu seu maior patamar; a renda real do trabalho e dos domicílios aumentou; a pobreza e a desigualdade mantiveram-se em queda a melhoria do perfil de educação teve sequência; o acesso a bens e serviços públicos continuou crescendo; e o número de domicílio com máquina de lavar roupa foi o que apresentou maior crescimento de 2013 para 2014 (5,1%), passando de 57,5% para 58,7% dos domicílios.