Cai diferença de renda entre homens e mulheres em Salvador e Região Metropolitana

07/03/2017
A diferença entre o rendimento médio de homens e mulheres caiu, mas os salários pagos aos homens ainda são mais altos do que os pagos às mulheres. Segundo a pesquisa “A Inserção da Mulher no Mercado de Trabalho da Região Metropolitana de Salvador”, a menor diferença salarial está no setor público. Em 2015 a mulher ganhava 89,7% do salário pago ao homem e agora recebe, em média, 91,8%. No setor privado, as trabalhadoras com carteira assinada recebem 89,3% do que recebem os homens e as trabalhadoras sem carteira assinada 88,6%. Os dados da pesquisa realizada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) foram divulgados durante uma coletiva à imprensa, nesta terça (7), com a participação da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM-BA) .

A desigualdade entre homens e mulheres é maior na Indústria de Transformação (as mulheres recebem apenas 71,9% do salário dos homens), seguida pelo setor de Serviços (78%) e, em menor proporção, Comércio (83,7%). Apesar do rendimento menor, as mulheres têm mais escolaridade. Em 1998, 36% da força de trabalho feminina tinha o Ensino Fundamental incompleto. Em 2016, esse percentual caiu para 13,1%. Em 1998, 12,4% das mulheres ocupadas tinham ensino superior completo. Ano passado o percentual de mulheres ocupadas com ensino superior passou para 17,8%, enquanto que o percentual entre os homens foi de 11,1%.

DESEMPREGO

O número de mulheres desempregadas em Salvador e Região Metropolitana, em 2016, chegou a 236 mil, 16 mil a mais do que o número total de homens, considerando a população economicamente ativa. Segundo a pesquisa da SEI, 25 mil mulheres perderam seus postos de trabalho de 2015 para 2016, mas a taxa de desemprego aumentou mais entre os homens. Entre 2015 e 2016 o percentual foi 31,8% para os homens e 26,8% para as mulheres.

A chefe de gabinete da SPM-Ba, Karla Ramos, reconheceu os avanços e as conquistas das mulheres no mercado de trabalho, mas destacou a importância de políticas públicas que priorizem as mulheres para a promoção da igualdade de gênero. ”Enquanto Secretaria de Políticas para as Mulheres a gente possibilita essa transversalidade, esse diálogo com outros órgãos para que as políticas públicas que sejam executadas deem uma prioridade às mulheres porque a mulher historicamente foi sub representada, foi submissa em todos os aspectos. Então o Estado tem que se mover pra promover o equilíbrio”, disse.

Ascom SPM-BA