05/07/2017
Mais três mulheres assassinadas na Bahia em uma semana e os principais suspeitos são os ex-companheiros. O caso mais recente foi da adolescente Dominique Miranda Viana, 15 anos, morta a facadas, no fim de semana, em Arraial da Ajuda, Porto Seguro. O crime está sendo investigado pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM).
Segundo a polícia, a garota estava com amigos em uma festa quando foi surpreendida por golpes de um punhal desferidos pelo ex-namorado Joelson Borges dos Santos, de 23 anos. O crime teria sido motivado por ciúmes do ex-namorado, que não aceitava o fim do relacionamento.
Na semana passada, Marlene Rodrigues Moura, de 62 anos, também foi morta a facadas dentro de casa, no bairro de São Cristóvão, em Salvador. O principal suspeito é o marido José Amadeu dos Santos, de 52 anos, que foi espancado por moradores. Ele está internado no Hospital Geral do Estado (HGE).
A outra morte foi em Pedra Rosada, zona rural de Guaratinga, no extremo sul da Bahia. Adália Pereira de Jesus, de 50 anos, foi assassinada a marteladas pelo ex-companheiro José Ferreira da Silva, de 49 anos. Depois do crime, ele se enforcou. Adália e o ex-companheiro estavam separados, mas o assassino a convidou para passar o São João na casa dele. Os corpos foram encontrados pela filha do casal, no dia 26 de junho.
FEMINICÍDIO
A Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres (SPM-BA) tem ressaltado a importância da tipificação desses crimes como feminicídio. A lei do feminicídio, sancionada há dois anos, alterou o código penal incluindo essa nova modalidade para o homicídio qualificado. O feminicídio é um crime de ódio baseado no gênero. Considerado como crime hediondo, prevê penas mais duras do que o homicídio e que podem ser ainda ampliadas se houver agravantes.
Apesar do número de assassinatos de mulheres, a Bahia só recentemente teve a primeira condenação por feminicídio, desde que a lei foi instituída há dois anos. Segundo dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública, a Bahia registrou 15.751 casos de violência contra as mulheres de janeiro até meados de maio deste ano. O balanço incluiu apenas mulheres acima dos 18 anos. Do total de casos, 125 foram de mulheres assassinadas. Somente 14 dos homicídios foram tipificados como feminicídio, que considera o gênero como motivação para o crime.
Em Salvador e região metropolitana foram registrados três casos. Os outros 11 foram no interior do estado. A SSP registrou também 118 tentativas de homicídio contra as mulheres, em toda a Bahia e 5.021 casos de lesão corporal provocada intencionalmente. Os casos de estupro somam 158, 34 deles em Salvador.
Segundo a polícia, a garota estava com amigos em uma festa quando foi surpreendida por golpes de um punhal desferidos pelo ex-namorado Joelson Borges dos Santos, de 23 anos. O crime teria sido motivado por ciúmes do ex-namorado, que não aceitava o fim do relacionamento.
Na semana passada, Marlene Rodrigues Moura, de 62 anos, também foi morta a facadas dentro de casa, no bairro de São Cristóvão, em Salvador. O principal suspeito é o marido José Amadeu dos Santos, de 52 anos, que foi espancado por moradores. Ele está internado no Hospital Geral do Estado (HGE).
A outra morte foi em Pedra Rosada, zona rural de Guaratinga, no extremo sul da Bahia. Adália Pereira de Jesus, de 50 anos, foi assassinada a marteladas pelo ex-companheiro José Ferreira da Silva, de 49 anos. Depois do crime, ele se enforcou. Adália e o ex-companheiro estavam separados, mas o assassino a convidou para passar o São João na casa dele. Os corpos foram encontrados pela filha do casal, no dia 26 de junho.
FEMINICÍDIO
A Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres (SPM-BA) tem ressaltado a importância da tipificação desses crimes como feminicídio. A lei do feminicídio, sancionada há dois anos, alterou o código penal incluindo essa nova modalidade para o homicídio qualificado. O feminicídio é um crime de ódio baseado no gênero. Considerado como crime hediondo, prevê penas mais duras do que o homicídio e que podem ser ainda ampliadas se houver agravantes.
Apesar do número de assassinatos de mulheres, a Bahia só recentemente teve a primeira condenação por feminicídio, desde que a lei foi instituída há dois anos. Segundo dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública, a Bahia registrou 15.751 casos de violência contra as mulheres de janeiro até meados de maio deste ano. O balanço incluiu apenas mulheres acima dos 18 anos. Do total de casos, 125 foram de mulheres assassinadas. Somente 14 dos homicídios foram tipificados como feminicídio, que considera o gênero como motivação para o crime.
Em Salvador e região metropolitana foram registrados três casos. Os outros 11 foram no interior do estado. A SSP registrou também 118 tentativas de homicídio contra as mulheres, em toda a Bahia e 5.021 casos de lesão corporal provocada intencionalmente. Os casos de estupro somam 158, 34 deles em Salvador.