Após a celebração do que foi uma dobradinha da Mercedes no circuito Red Bull Ring, a engenheira disse que estava "muito empolgada, pois é uma oportunidade única na vida." Ela é uma das responsáveis pelo controle de qualidade dos combustíveis e lubrificantes usados pela equipe ao longo do final de semana.
A trajetória de Travers não é das mais comuns na Fórmula 1. Engenheira química, ela foi selecionada em um concurso promovido pela petroleira malaia Petronas, que tem parceria técnica com a Mercedes e fornece combustíveis e lubrificantes para o time. O concurso foi feito em 2018 e ela bateu mais de 7000 inscritos.
Nascida no Zimbábue, no sul da África, ela fez toda sua formação acadêmica no Reino Unido. Ela estudou engenharia química na Universidade de Bradford e se especializou no Imperial College de Londres. Na primeira corrida do ano, a Mercedes já tinha escolhido uma mulher, a engenheira da unidade de potência, a britânica Holly Chapman, para receber o troféu pela vitória.
Tais escolhas não são uma coincidência. Muito em função da pressão exercida por Lewis Hamilton, a Mercedes se comprometeu a focar no aumento da diversidade de seus funcionários. Ao anunciar que trocaria a tradicional pintura prateada pela preta nesta temporada, a equipe apontou que apenas 3% dos funcionários do time eram de minorias étnicas e apenas 12% eram mulheres, e se comprometeu a estudar os motivos que levaram a isso e promover mudanças para mudar esse quadro. E dar visibilidade às minorias é uma forma de mostrar a mulheres, negros e demais pessoas que geralmente não se veem representadas no ambiente europeu e masculino da Fórmula 1, que a categoria também é um caminho possível para eles.
Fonte: UOL