As mulheres no pagode estão em novo episódio do PodCast Respeita as Mina

17/02/2021

O mais novo episódio do podcast Respeita as Mina já está disponível nas principais plataformas de streaming. Convidamos três representantes do pagode baiano para falar um pouco sobre representatividade e o crescente protagonismo das mulheres no gênero musical até bem pouco tempo dominado pelos homens.  As nossas convidadas são a jornalista Joyce Melo, co-fundadora do projeto Pagode por Elas, uma plataforma que tem como objetivo potencializar as carreiras das artistas e dar visibilidade às mulheres; Aila Menezes, primeira cantora de pagode da Bahia, e  Daiana (Dai) Leone, vocalista da banda Swing de Mãe.

Na Bahia, as mulheres começaram a ser protagonista nas bandas de pagode a partir de 2007 , quando Aila Menezes assumiu o comando da banda Afrodite. Até então as mulheres eram apenas as dançarinas. A ex-backing vocal de Carlinhos Brown abriu o caminho para outras tantas.

“Cada mulher que chega ao espaço que ela sonha, que alcança seus objetivos, ela fortalece e puxa muitas outras  pra esse espaço de visibilidade e protagonismo “, disse Aila ao exaltar a importância da plataforma Pagode por Elas, que contribuiu para alterar o algoritmo do google ao visibilizar a presença das mulheres no ritmo.

A plataforma surgiu de um trabalho de conclusão de curso das fundadoras, todas jornalistas. “Por mais de 20 anos desse gênero musical, as mulheres não conseguiram alcançar um lugar de protagonismo. E a gente notou isso a partir de uma pesquisa que nós realizamos em 2019. E aprofundando essa pesquisa a gente notou que não havia  sequer uma pesquisa acadêmica que colocasse a mulher em um local de protagonismo. Era sempre um local de vitimização, de sexualização, objetificação dos seus corpos”, declarou Joyce Melo, co-fundadora.

A vocalista da banda Swing de Mãe, Daiana Leone, cantava samba de roda e  lembra que teve medo de aderir ao pagode baiano, dominado por homens. “Eu na época não conhecia muitas mulheres, no máximo conhecia uma que cantava pagode e aí a gente ficou com medo, mas enfim tomamos coragem e mudamos a identidade da banda totalmente para o pagode e foi quando eu me encontrei de verdade”. Confira o Podcast Respeita as Mina e ouça as entrevistas.