Trançadeira da Barra morre após agressões; companheiro é suspeito

11/06/2021

Nascida e criada numa comunidade da Barra, a trançadeira Daiane Jesus Santana, 26 anos, era conhecida pela irreverência e por ser uma pessoa prestativa. Mas há pouco mais de um ano, quando passou a viver com um companheiro, ela mudou de comportamento e até deixou de falar com os vizinhos. Motivo: vinha sendo espancada, dopada, mantida em cárcere privado e estuprada. Lutou 25 dias pela sobrevivência no Hospital do Subúrbio, mas morreu na última segunda-feira (7) vítima de politraumatismo. 

Segundo a Polícia Civil, a morte de Daiane foi em decorrência de violência doméstica e é investigada pela 1ª DH/Atlântico. Ela deu entrada no Hospital do Subúrbio no dia 13 de maio. “O crime ocorreu na Barra, onde ela estava residindo com o companheiro, suspeito do crime”, diz a nota da PC.

De acordo com a prima da trançadeira, por volta das 3h do dia 13 de maio, o filho mais velho de Daiane bateu na porta de uma tia para pedir ajuda para a mãe, que era mais uma vez espancada. Na hora, só havia duas mulheres, que tiveram medo de ir até a residência de Daiane naquela hora. Assim que amanheceu, elas foram à casa da trançadeira e a encontraram num estado deplorável. 

Durante o tempo em que Daiane ficou internada no Subúrbio, a irmã dela, Gilmara de Jesus, fez um apelo nas redes sociais por justiça e deu detalhes sobre o estado de saúde da trançadeira. “Minha irmã se encontra na UTI entre a vida e a morte. Tentativa de feminicídio. Ele partiu o crânio dela e quatro costelas e o braço. Ele deu tanta porrada nela que deu coágulos de sangue por dentro. Devido às pancadas foi piorando e agora ela está com um tumor no tórax e outro na cabeça e o médico disse ela está nas mãos de Deus. Ele já deu a notícia que a qualquer momento pode vir a óbito por favor não vamos deixar isso em pune”, escreveu Gilmara.

Fonte: Correio da Bahia