Cartilha orienta como denunciar casos de violência contra população LGBTI+

23/06/2021
A Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais) e a ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos) disponibilizaram cartilha com orientações em casos de violência contra pessoas da comunidade LGBTI+. Nela, é apresentado um passo a passo do que a vítima deve fazer.

As orientações encontradas na cartilha são para auxiliar a vitima em caso de violência LGBTIfóbico presencial ou na internet. O primeiro passo é registrar o boletim de ocorrência em uma delegacia próxima ou no disque 180. Após isso, indicar testemunha, de preferência que não seja do seu vínculo afetivo; levar provas que comprovem o relatado e buscar orientação jurídica.

Há casos que a vítima não consegue denunciar, a cartilha orienta como as pessoas podem ajudar. Um passo importante é escutar e acreditar no relato, não deixar a vítima sozinha e sugerir buscar ajuda em locais, como ONGs, Conselhos ou Coordenação de LGBTI+ além da delegacia.

O Supremo Tribunal Federal decidiu em 2019 as práticas feitas à comunidade LGBTI+ como ofender, ter um direito violado ou ser tratado de forma diferente devido a sua orientação sexual ou identidade de gênero é considerado crime de racismo social.

Segundo a cartilha, o Brasil é o país que mais assassina pessoa transexual desde 2008. A Antra realizou um estudo onde 99% das pessoas da LGBTI+ afirmaram não sentirem seguras no país.

 

Fonte: Poder 360