A Fiocruz realizou na manhã desta quinta-feira (09), uma mesa de conversa sobre a Dignidade Menstrual, que foi transmitida pelo youtube no canal Saúde. O encontro com as explanações da titular da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Bahia (SPM-BA), Julieta Palmeira; da conselheira Nacional de Saúde e membro da Comissão da Saúde da Mulher, Vanja dos Santos; da advogada e integrante do Geledés - Instituto da Mulher Negra, Raphaella Reis; e da coordenadora da Girl Up Bahia, Julia Alkimin.
A secretária da SPM-BA, Julieta Palmeira, comentou as inciativas da Bahia na distribuição de absorventes higiênicos para estudantes da rede pública estadual e pessoas que menstruam em privação de liberdade. Julieta reafirmou a importância da inclusão do termo ‘pessoas que menstruam’ e da aprovação da lei federal sobre o projeto de dignidade menstrual. “Não é um problema só das mulheres, mas de saúde pública, da sociedade e da democracia. Espero que as deputadas, os deputados e a bancada feminina consiga romper esse veto e para que o projeto da Dignidade Menstrual entre em vigor no país.”
Durante a conversa, a conselheira Nacional de Saúde, Vanja dos Santos, falou sobre a desmitificação da cultura patriarcal e a importância em estabelecer políticas públicas para a fase do início do ciclo menstrual. “É preciso debater a saúde feminina de acordo com cada segmento da sociedade, pois a menstruação faz parte do ciclo de vida da mulher.”
Integrante do Geledés, Raphaella Reis alertou para o fato de a mulher ser excluída da sociedade e do mercado de trabalho e lembrou que o veto da lei federal afeta todes que menstruam. “É um viés discriminatório, como se fosse vergonhoso e só faz parte da identidade feminina. A pessoa que menstrua tem dificuldade de mobilidade durante o período, evita sentar ou estar em determinado local.”
Bahia
Na Bahia, o programa Dignidade Menstrual já começou a distribuição dos absorventes higiênicos para cerca de 226 mil estudantes da rede estadual e que se encontram em situação de pobreza ou extrema pobreza, na faixa etária de 11 a 45 anos.Com investimento de R$ 5,6 milhões, o programa ofertará mensalmente um pacote de absorventes descartáveis por pessoa que menstrua.