O stub produzido pela equipe de Química do Laboratório Central de Polícia Técnica da Bahia gera uma economia de mais de 80% ao Estado. O suporte que é utilizado para coleta de resíduos de disparo de arma de fogo em mãos e vestes de supostos atiradores foi criado em 2009 a partir da necessidade de um porta-amostras que atendesse as especificidades do Microscópio Eletrônico de Varredura (MEV) que tinha sido adquirido pela Polícia Técnica.
“Quando o MEV foi adquirido, nós recebemos alguns stub´s importados, mas a quantidade não foi suficiente e o preço para aquisição era de aproximadamente 8,5 dólares o kit com duas unidades”, explicou Jorge Borges, Coordenador de Química à época.
A solução baiana exigiu muita criatividade. De acordo com o Perito Técnico José Marques, idealizador do suporte, “a equipe foi incentivada a pensar numa alternativa mais acessível ao outro produto” e o resultado foi um suporte com o custo de 8 o kit.
O stub é produzido utilizando um frasco j10, tampa batoque (comumente usadas em frascos sprays), suporte de alumínio e fita adesiva dupla face eletrocondutora de carbono. “Aqui nós fazemos o suporte para todas as regionais no Estado da Bahia e ele substitui o uso de esparadrapos que não eram tão eficientes e práticos”, pontuou Augusto Sérgio Costa, atual Coordenador de Química.