Os alvos da operação são os Sgt PM da Reserva E. S. S., Sd PM Ref A. P. L., 1º Ten PM C. A. D. J. S., Sub Ten PM P. R. P. D. H., 1º Sgt PM J. N. D. S., além dos Sd 1ª Cl PM B. C. D. S. S., L. S. D. C., O. B. D. S. J., D. S. D. S., W. S. O. D. S., policiais militares da ativa, bem como os civis C. S. V. (ex-policial), D. D. D. S. e A. R. G. R.
Com exceção do Tenente PM investigado, atualmente lotado na 31ª CIPM/Valéria, e do Sub Ten lotado na CIPT/Central, os demais militares da ativa pertencem à Companhia Independente de Abrantes, 59ª CIPM.
O grupo investigado é acusado de compor uma organização criminosa que invadia terrenos e praticava grilagem de terras, expulsando moradores de suas propriedades ou posses, utilizando-se de violência e ameaças contra aqueles que atrapalhavam o interesse da milícia.
A ORCRIM ainda está envolvida na ação que resultou nos homicídios do Sd PM ÍTALO PESSOA ANDRADE e do ex-fuzileiro naval CLEVÉRSON SANTOS RIBEIRO, fato ocorrido no dia 11/09/2020, em virtude de disputa por um terreno localizado em Barra do Jacuípe.
De acordo com as investigações, ainda em curso, o Sgt PM da Reserva E. S. S. e PM Ref A. P. L. foram os autores dos disparos que tiraram as vidas de ÍTALO e de CLEVÉRSON. Eles chegaram ao local do crime acompanhados do 1º Ten PM C. A. D. J. S., do Sub Ten PM P. R. P. D. H. e dos dois civis C. S. V. e D. D. D. S., ficando estes quatro últimos responsáveis pela segurança da dupla de executores.
Ainda conforme o apurado, A. R. G. R., caseiro do local, foi quem acionou o grupo após a chegada de ÍTALO e CLEVÉRSON no terreno disputado pelos “milicianos”.
Já os policiais militares envolvidos estavam empregados no serviço no dia do citado episódio e chegaram ao local a bordo de duas viaturas padronizadas logo após a ação criminosa, acobertando a ação dos envolvidos nos homicídios, deixando que eles se evadissem do local do crime, mesmo incumbidos do dever de prendê-los. Ademais, alteraram toda a cena do crime com o fito de forjar uma suposta resistência por parte dos vitimados.
Evidencia-se também da investigação que, embora tenham encontrado ÍTALO e CLEVERSON ainda com vida, os policias militares se negaram a prestar socorro aos dois outros militares, apesar de reiterados pedidos das vítimas, uma delas se identificando como policial militar.
Além das prisões de cinco dos investigados, restando oito foragidos, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, sendo arrecadados munições de diversos calibres, aparelhos celulares, materiais de informática, coletes balísticos, agentes químicos, documentos relacionados a posse e propriedade de imóveis, diversas armas de fogo e simulacros, certa quantidade de maconha, 2549 pinos de cocaína e uma pedra grande de crack.
Além do cumprimento dos mandados de prisão, três policiais militares foram presos em flagrante, um por estar na posse de veículo com a placa adulterada e dois porque foram encontradas foram encontradas drogas ilícitas dentro de seus automóveis. Está em andamento diligência que visa identificar o policial militar responsável pelo armário no qual foram encontrados os 2549 pinos de cocaína.
A operação contou com a participação da Corregedoria da SSP, das Corregedorias das Polícias Militar e Civil, Batalhão de Choque, CIPE/Litoral Norte, Cipe/Polo, TOR, Batalhão de Operações Especiais (BOPE) e do Comando de Operações de Inteligência (COINT), além do Centro de Operações Especiais (COE), DHHP, DRACO e Departamento de Polícia Técnica, totalizando cerca de 150 policiais.
A FT/SSP foi formal e legalmente constituída para combater o crime. A missão policial é uma das mais nobres, exige honestidade, coragem, espírito público, de solidariedade e vocação. Quem não tem esse perfil e está em alguma Força Policial não passa de intruso.