Alessandra Nascimento
Com a melhora da economia norte-americana, o segmento de petroquímicos deu sinais de crescimento no mês de agosto de 40%. Segundo o coordenador de inteligência comercial do PromoBahia, Arthur Souza Cruz, além de petroquímicos e derivados de petróleo, outros produtos como café, frutas e minerais também registraram melhora na pauta de exportações da Bahia. Em agosto, a balança comercial registrou o maior superávit do ano com US$ 236 milhões. “O aumento das vendas para os EUA foi de 39,8% em comparação com o mês anterior. As vendas para América Latina também cresceram 86% em relação ao mês anterior. É preciso ressaltar que a China é um grande mercado e durante todo esse tempo o que impediu que as perdas no comércio exterior baiano fossem maiores. A demanda da China é por matérias-primas sem valor agregado, tais como celulose, soja, minerais e petróleo. Com a recuperação dos EUA sentimos reação na pauta de produtos manufaturados como petroquímicos e pneus. As frutas, como as mangas da região do Juazeiro também registraram alta na comercialização com os EUA”, explica.
De acordo com dados do PromoBahia, os produtos mais vendidos para os EUA, em agosto, foram petroquímicos, pneus, celulose, óleo combustível, catodo de cobre, manteiga de cacau e mangas. Segundo Arthur Souza Cruz, o resultado da balança comercial tem trazido um saldo favorável mesmo computando resultados abaixo quando comparados com o ano anterior. “Especulava-se que as perdas no comércio exterior baiano seriam de 40% mas já estamos sentindo com a reação do mercado que as perdas devem ficar inferiores a 20% se comparado com o ano passado quando a Bahia registrou US$ 8,7 bilhões de exportações”, informa.
Arthur Souza Cruz diz que tem analisado o comportamento de mercado mês a mês. Ele revela que é considerado cedo para afirmar que a crise econômica acabou, mas ele é contundente ao expor que o quadro que atingiu EUA e Europa já está bastante ameno. “Se compararmos o período de janeiro a agosto deste ano em relação ao ano anterior, identificamos que os petroquímicos tiveram avaliação negativa de 20%, o que representa perdas de US$ 197,2 milhões neste ano. Esse comportamento de mercado fez com que a celulose ocupasse a liderança da pauta de exportação do estado mesmo com uma diferença de US$ 821,3 milhões entre janeiro a agosto de 2009 com US$ 947,7 milhões no mesmo período de 2008. Esse comportamento da celulose se deu por conta do mercado chinês”, informa.
Entre janeiro a agosto deste ano comparado com o mesmo período do ano passado, o Promo detectou que a soja cresceu 40% e o algodão 83%.