TURISMO E AGRONEGÓCIO

04/10/2009

Dona do mais extenso litoral do país, a Bahia é um produto sem limites para venda. Para fortalecer a imagem do estado e garantir uma maior qualidade dos serviços, fidelizando o turista, o Sebrae realiza palestras e cursos abertos para agências de viagem e pequenos empreendimentos, como hotéis e pousadas. Foi num desses eventos que o proprietário da agência Bonjur Bahia, de Morro de São Paulo, Bertrand Ferignac, viu a possibilidade de ampliar seu negócio. “Temos participado de rodadas em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais e estreitando as conversas com os operadores de roteiros, o que permite divulgar mais o nosso trabalho”. Ferignac conta que aproveitou bem os 20 minutos que teve para apresentar seus produtos.


Durante a última Fenagri – Feira Nacional de Agricultura Irrigada – realizada em Juazeiro, no mês de julho, foram fechados negócios estimados em mais de R$ 5 milhões. Muitos encontros entre compradores e produtores foram viabilizados justamente nas rodadas de negócios organizadas pelo Sebrae, que teve como parceiros o Promo (Centro Internacional de Negócios da Bahia) e o Ibraf (Instituto Brasileiro de Frutas). A feira contou com a presença de investidores de todo o País e mais Holanda, Espanha e Argentina.


O objetivo é justamente prospectar novos mercados, como aconteceu com os produtores de abacaxi da região de Itaberaba, que têm como base o mercado do Sudoeste do País e que viram reduzir as compras do Rio de Janeiro, que tem feito parcerias com produtores mais próximos do estado. “Orientamos os produtores para buscar novos negócios em outras regiões”, conta Célia Fernandes, coordenadora da carteira de Agronegócios do Sebrae.


Segundo ela, o objetivo das rodadas é justamente facilitar os encontros, que acabam beneficiando compradores e pequenos produtores reunidos em cooperativas. Produtores de abacaxi e manga, de Livramento de Nossa Senhora, uva, do Vale do São Francisco, e banana, de Bom Jesus da Lapa, tiveram a oportunidade de conhecer compradores interessados e assim fechar novas parcerias. “O trabalho tem começo, meio e fim e não se restringe apenas à comercialização. Há pesquisa, assistência técnica, rede de relacionamento e prospecção de possíveis compradores”.




As rodadas de negócios não envolvem apenas os produtores de frutas, como também cooperativas que trabalham com o beneficiamento, na produção de doces, por exemplo.

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