A terra do eterno humorista Zé Trindade que sempre lembrava dela nos seus filmes – Maragojipe será palco hoje, a partir das 18h30, de evento que não tem nada de engraçado. É coisa séria, pode mudar a vida da região.
Trata-se de uma audiência pública promovida pela Superintendência de Desenvolvimento Industrial e Comercial (Sudic), Secretaria Extraordinária da Indústria Naval e Portuária e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para a discutir a implantação do Estaleiro Enseada do Paraguaçu, um empreendimento de R$ 2 bilhões.
No evento, vão ser apresentados aos moradores os resultados do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e do Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) para a execução do projeto.
Será a oportunidade da população tirar dúvidas, exibir suas preocupações e expectativas ante o megaprojeto que produzirá navios e plataformas de exploração de petróleo no entorno de São Roque do Paraguaçu.
A perspectiva é que o empreendimento gere 7,9 mil empregos no Recôncavo, sendo 3,9 mil ainda na fase de implantação e outros quatro mil na fase de operações.
Os mentores do projeto dizem que ele está sendo planejado “para conviver e atuar de forma sustentável com a pesca, o comércio, serviços, turismo, agricultura e todas as outras atividades econômicas locais, tanto formais quanto informais”. Por essa razão, é bom a população ficar de olho e participar das discussões.
DEMANDA Um dos incentivadores de projetos como o Estaleiro do Paraguaçu é o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli. No início de novembro, ao participar de um seminário sobre energia em Salvador, Gabrielli citou que, em função da exploração da camada do pré-sal, a empresa vai precisar de uma verdadeira frota naval e equipamentos da área. Contou que haverá a demanda de pelo menos 300 barcos de apoio e entre 40 e 50 plataformas, no mínimo. Diante disso, constatou que a área naval do pré-sal é uma “perspectiva importante para a Bahia retomar essa atividade no Estado”.